Risco bilionário no BRB acende alerta e pode levar GDF e IPREV ao colapso

Renata Schuster Poli – Jornalista, pós-graduada em Comunicação Eleitoral e Marketing Político, CEO do Grupo Vou Lá de Comunicação e analista política com mais de vinte anos de experiência. Atuou na Câmara dos Deputados, na Vice-Governadoria e na Governadoria do Governo do Distrito Federal, além da Câmara Legislativa do Distrito Federal.

O Governo do Distrito Federal (GDF) avalia alternativas para lidar com a situação financeira do Banco de Brasília (BRB), diante de um cenário considerado crítico. Segundo matéria do Correio Braziliense, o presidente da instituição alertou que, em caso de liquidação do banco, o prejuízo poderia chegar a R$ 215 bilhões — valor que supera em larga escala a capacidade financeira do DF.

Para dimensionar o impacto, a Receita Própria do Tesouro Distrital é de R$ 45,9 bilhões, o que representa apenas uma fração do possível rombo — cerca de 4,68 vezes menor que o prejuízo estimado. Nesse cenário, a eventual liquidação do BRB poderia levar o Distrito Federal a um colapso financeiro, já que o GDF detém 53,7% das ações do banco. Outro ponto de preocupação é o Instituto de Previdência dos Servidores (IPREV), que possui aproximadamente 12,33% de participação acionária.

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Diante desse quadro, a atual gestão busca uma solução junto ao governo federal. Entre as medidas discutidas está a tentativa de obtenção de um empréstimo de R$ 6,6 bilhões, por meio do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), para viabilizar a capitalização do BRB. O pedido de reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi protocolado na última terça-feira (28/4), com o objetivo de discutir alternativas que evitem um impacto mais severo nas contas públicas do Distrito Federal.

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