Avanço do candidato do PT muda o tom da campanha e mantém acesa a expectativa de uma disputa mais competitiva no Distrito Federal
A reta final da disputa pelo Governo do Distrito Federal ganha novos ingredientes. Leandro Grass (PT) apresenta avanço na pesquisa Real Time Big Data e tenta transformar o crescimento em um impulso decisivo para os últimos dias de campanha. Do outro lado, Celina Leão (PP) mantém a liderança, mas precisa administrar a pressão de uma oposição que busca ampliar sua presença junto ao eleitorado.
No levantamento divulgado pelo Metrópoles em 20 de outubro, Grass aparece com 41% dos votos válidos, contra 59% de Celina. Na comparação com a pesquisa anterior do mesmo instituto, realizada entre 15 e 19 de outubro, o petista avançou um ponto percentual, enquanto a adversária recuou um ponto. A diferença caiu de 20 para 18 pontos percentuais.
Embora a governadora continue em posição confortável nas pesquisas, o movimento de Grass oferece combustível político à campanha petista. Em uma eleição marcada pela disputa de narrativas, cada avanço pode fortalecer a mobilização de apoiadores, estimular a participação dos eleitores indecisos e ampliar a pressão sobre a candidatura que lidera.
Grass aposta na mobilização para encurtar a distância
O desafio do candidato do PT é converter o avanço nas pesquisas em votos efetivos. Para isso, a mobilização de rua, a comunicação digital e a capacidade de dialogar com eleitores que ainda avaliam as candidaturas ganham importância estratégica.
A campanha entra em seus últimos dias com uma mensagem central: a diferença ainda existe, mas o candidato da oposição busca demonstrar que há espaço para crescer. O desempenho final dependerá da capacidade de ampliar alianças, consolidar apoios e convencer o eleitorado de que sua proposta representa uma alternativa para o Distrito Federal.
A liderança de Celina não elimina a disputa política
Celina Leão permanece favorita de acordo com o levantamento, mas a campanha de Grass tem motivos para insistir na mobilização até o último dia. Em eleições, pesquisas são retratos de um momento, não resultados definitivos das urnas.
O cenário exige cautela nas previsões, mas também evidencia que a disputa segue sendo politicamente relevante. Para Grass, a missão é aproveitar cada ponto conquistado e transformar crescimento em força eleitoral.

