Grass cresce além das pesquisas e transforma segundo turno em disputa aberta

Candidato do PT terminou o primeiro turno acima das projeções de parte das pesquisas e reduziu a vantagem de Celina. Se o movimento se repetir no segundo turno, eleição pode virar

O resultado das urnas deste domingo (4) mudou a temperatura da disputa pelo Governo do Distrito Federal. Embora Celina Leão (PP) tenha terminado o primeiro turno na liderança, com 49,93% dos votos, a votação de Leandro Grass (PT), que chegou a 34,47%, mostrou um cenário mais competitivo do que aquele projetado por parte das pesquisas divulgadas na reta final da campanha.

- Publicidade -

A diferença entre os dois candidatos ficou em aproximadamente 15,5 pontos percentuais. Celina, por sua vez, terminou a primeira etapa a apenas 168 votos de alcançar a maioria necessária para liquidar a eleição no primeiro turno.

O dado mais relevante para a segunda etapa, porém, não é apenas a liderança de Celina. É o crescimento de Grass em relação às projeções de véspera.

Levantamentos divulgados nos últimos dias antes da votação apontavam a governadora com vantagem mais confortável e, em alguns cenários, acima de 50% dos votos válidos, enquanto Grass aparecia em patamares inferiores aos que efetivamente alcançou nas urnas.

As pesquisas acertaram o essencial — Celina na liderança e Grass em segundo —, mas a fotografia final das urnas mostrou uma distância menor entre os dois candidatos.

Grass chega mais forte ao segundo turno

O desempenho de Grass é justamente o elemento que pode alterar a dinâmica da segunda etapa.

No primeiro turno, o eleitorado estava dividido entre vários candidatos. Agora, a disputa está concentrada em apenas dois nomes.

Isso significa que cada ponto percentual conquistado por Grass daqui para frente terá peso muito maior.

Se o candidato petista conseguir manter o ritmo de crescimento apresentado na reta final do primeiro turno e incorporar parcela significativa dos votos destinados aos candidatos eliminados, a diferença para Celina poderá diminuir rapidamente.

E é justamente aí que está a possibilidade de uma virada.

A eleição começa o segundo turno com Celina na frente, mas não necessariamente com uma vantagem confortável o suficiente para ser considerada irreversível.

A matemática da virada

Os votos dos candidatos que ficaram pelo caminho passam agora a ser o principal campo de disputa.

Parte desse eleitorado poderá migrar para Grass. Outra parte poderá apoiar Celina. Também haverá votos brancos e nulos e eleitores que simplesmente não comparecerão às urnas.

O tamanho dessa transferência será decisivo.

Grass não precisa necessariamente conquistar todos os votos dos adversários

Comentários

Últimas