Greve em restaurantes comunitários expõe dificuldades e leva GDF a adotar plano emergencial

A paralisação dos funcionários da empresa terceirizada responsável pela gestão dos restaurantes comunitários da Estrutural e de Ceilândia Norte tem provocado transtornos para usuários que dependem diariamente das refeições oferecidas nas unidades. Diante da situação, o Governo do Distrito Federal (GDF) anunciou uma operação emergencial de transporte gratuito para garantir o acesso da população a outros restaurantes comunitários em funcionamento.

A medida prevê o deslocamento dos frequentadores da unidade da Estrutural para o Restaurante Comunitário de Arniqueira, enquanto os usuários de Ceilândia Norte estão sendo levados para a unidade do Sol Nascente/Pôr do Sol. O transporte gratuito, no entanto, é oferecido apenas no horário do almoço, não contemplando os períodos de café da manhã e jantar.

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Segundo a Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes-DF), a prioridade é evitar a interrupção do atendimento alimentar à população mais vulnerável. A secretária de Desenvolvimento Social, Giselle Ferreira, afirmou que o governo acompanha o caso e adota providências administrativas para apurar as ocorrências e garantir a continuidade do serviço.

A crise teve origem após a paralisação de trabalhadores vinculados à empresa Servi Gastronomia, contratada por meio de licitação para administrar as duas unidades. Conforme informações da Sedes, os pagamentos previstos em contrato foram realizados regularmente pelo governo, cabendo à empresa a responsabilidade pela gestão operacional, incluindo contratação de pessoal, aquisição de insumos e cumprimento das obrigações trabalhistas.

Embora a solução emergencial tenha sido apresentada pelo governo, usuários relatam dificuldades adicionais causadas pelo deslocamento para outras regiões administrativas. Para muitos frequentadores, o transporte até uma unidade diferente representa aumento no tempo de percurso e mudanças na rotina diária.

A Sedes informou que instaurou processo administrativo para apurar possíveis irregularidades e avaliar medidas previstas em contrato, incluindo eventual rescisão. A secretaria destacou ainda que todas as denúncias serão analisadas dentro dos procedimentos legais, respeitando o contraditório e a ampla defesa.

Enquanto a situação não é normalizada, a população afetada segue dependendo das medidas emergenciais adotadas pelo governo para garantir o acesso às refeições oferecidas pela rede de restaurantes comunitários do Distrito Federal.

https://g1.globo.com/df/distrito-federal/df1/video/greve-nos-restaurantes-comunitarios-fornecedores-denunciam-prejuizo-milionario-em-duas-unidades-14711675.ghtml

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