CCJ analisa política de proteção para filhos de vítimas de feminicídio


A Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) avança na discussão do projeto 2693, de autoria do deputado Delegado Eduardo Prado (PL), que visa instituir uma política estadual de proteção integral aos filhos e dependentes menores de 18 anos de mulheres vítimas de feminicídio ou violência doméstica. A proposta encontra-se na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde aguarda o parecer do relator, deputado Dr. George Morais (PDT).

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O objetivo central da proposta é estabelecer diretrizes para que o poder público atue de forma integrada e prioritária na assistência a esses jovens, garantindo-lhes direitos fundamentais em situações de extrema vulnerabilidade.

A justificativa da proposta destaca o impacto devastador que a violência de gênero exerce sobre o núcleo familiar, gerando traumas profundos, dificuldades escolares e o rompimento da referência materna. Amparado pela Constituição Federal e pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), o projeto busca mitigar as consequências emocionais e sociais enfrentadas por menores que presenciam cenas de violência ou perdem suas mães para o crime de gênero. A intenção é que o Estado ofereça um suporte que vá além da assistência imediata, focando na recuperação psicológica e na estabilidade social desses dependentes.

O cenário de urgência é reforçado por dados alarmantes do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, que apontam 2025 como um ano recorde para o feminicídio no Brasil, com 1.470 casos registrados. Diante da persistência desses índices em 2026, a nova legislação pretende fortalecer a rede de proteção estadual, integrando órgãos de saúde, educação e assistência social. Se aprovada, a medida garantirá que a proteção a essas crianças e adolescentes seja tratada como política de Estado, essencial para romper ciclos de exclusão e sofrimento herdados da violência doméstica.



FONTE GOVERNO DE GOIÁS

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