Sem o peso do cargo e longe da proteção institucional, Ibaneis Rocha passa a enfrentar o que evitou enquanto esteve no poder: a possível convocação pela CPI do Crime Organizado no Senado. Os requerimentos devem ser votados nesta terça-feira (31).
Durante o mandato, um entendimento técnico blindava governadores em exercício desse tipo de convocação. Bastou deixar o cargo para que a proteção ruísse — e o cenário mudasse completamente.
O que antes era tratado como inviável agora se impõe como realidade. Fora do governo, não há mais escudo. Resta apenas a pressão política e a expectativa por respostas.
Agora, a decisão está nas mãos dos integrantes da CPI: aprovar ou não a convocação. E, caso seja chamado, fica a dúvida sobre qual postura Ibaneis Rocha adotará diante dos senadores — se manterá o tom institucional ou repetirá a postura ríspida que marcou sua relação com parlamentares da Câmara Legislativa e servidores do DF.


