A pré-candidata a deputada distrital e enfermeira Lidia Peres utilizou as redes sociais para denunciar a situação enfrentada por pacientes e profissionais no Hospital Regional de Taguatinga (HRT). Em publicação divulgada nesta semana, Lidia classificou o cenário da unidade como um “retrato cruel do abandono da saúde pública no Distrito Federal”.
Segundo a denúncia, o hospital enfrenta superlotação, falta de leitos e estrutura precária de atendimento. Relatos apontam que pacientes estariam sendo internados dentro de consultórios médicos devido à ausência de vagas nas enfermarias. Além disso, corredores lotados, paredes deterioradas e demora para realização de exames e cirurgias fazem parte das reclamações apresentadas.
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Uma das situações mais graves relatadas envolve a ala feminina da unidade. De acordo com uma acompanhante, o espaço destinado a 12 leitos estaria operando com 27 macas no mesmo ambiente, comprometendo a privacidade, o conforto e a dignidade dos pacientes.
A publicação também denuncia a falta de acomodação adequada para acompanhantes, que, segundo os relatos, chegam a dormir na mesma cama que os pacientes por não haver estrutura suficiente. Há ainda reclamações sobre falta de materiais, demora nos atendimentos e dificuldades para obtenção de informações dentro da unidade hospitalar.
Outro ponto citado nas denúncias envolve a circulação de homens com tornozeleira eletrônica pelos corredores do hospital sem escolta, o que teria gerado preocupação entre pacientes e familiares.
Na postagem, Lidia Peres afirmou que profissionais da saúde também estariam adoecendo diante da sobrecarga de trabalho e criticou o que considera omissão do Governo do Distrito Federal (GDF) diante da crise na saúde pública.
“Saúde pública não é favor. É direito. E o povo do Distrito Federal merece respeito, estrutura e atendimento digno”, afirmou a enfermeira nas redes sociais.
As denúncias reacendem o debate sobre as condições da rede pública de saúde do DF, especialmente em hospitais de grande demanda como o HRT. Até o momento, a Secretaria de Saúde do Distrito Federal não se pronunciou oficialmente sobre os relatos divulgados.

