
A sinalização do presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal e do MDB-DF, Wellington Luiz, de que poderá assinar o pedido de CPI para investigar a operação envolvendo o Banco Master e o BRB foi recebida com ceticismo por parte de agentes políticos da capital.
Parlamentares e assessores avaliam que a eventual adesão ocorre em meio ao debate sobre o futuro do comando do MDB no Distrito Federal e após o caso já ter ganhado ampla repercussão pública. Nos bastidores, críticos da iniciativa afirmam que o movimento pode ser interpretado como uma tentativa de reagir ao desgaste político enfrentado pelo dirigente dentro da legenda.
Para esses interlocutores, a assinatura teria efeito mais simbólico do que prático, uma vez que sua participação serviria principalmente para ajudar a atingir o número mínimo necessário para o protocolo do requerimento.
Mesmo que o pedido venha a ser formalmente protocolado, a instalação da CPI está longe de ser uma garantia. O Regimento Interno da Câmara Legislativa estabelece uma série de exigências para que uma Comissão Parlamentar de Inquérito possa efetivamente iniciar seus trabalhos.
Levantamento realizado no portal da CLDF aponta a existência de outros requerimentos de CPI protocolados anteriormente. De acordo com o § 9º do artigo 80 do Regimento Interno, as comissões devem respeitar a ordem cronológica de protocolo, salvo deliberação diversa do Colégio de Líderes.
Nos corredores da política local, a movimentação de Wellington Luiz é interpretada por adversários como uma tentativa de reposicionamento diante da crescente pressão de parlamentares eleitos pelo MDB e das discussões sobre uma possível mudança no comando regional da legenda.
Independentemente das diferentes interpretações políticas, o cenário atual indica que uma eventual assinatura do presidente da CLDF, por si só, não altera os obstáculos regimentais que precisarão ser superados para que a CPI seja efetivamente instalada e possa iniciar suas atividades.


