O ex-governador do Distrito Federal José Roberto Arruda (PSD) comentou a recente derrota da governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), no Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDF), em pedido ligado ao andamento do processo, e defendeu a candidatura da adversária na corrida ao Buriti. Segundo ele, processos que reaparecem “do nada” a poucos meses das eleições prejudicam candidaturas legítimas. “Que a população de Brasília julgue cada um”, argumentou Arruda, em entrevista à Rádio Bandeirantes, nesta sexta-feira (24).
Arruda afirmou não conhecer integralmente o teor da decisão relacionada à Operação Drácon, mas classificou como inadequado o avanço de uma ação antiga em período próximo ao calendário eleitoral. Segundo ele, a tentativa de tornar a governadora inelegível neste momento levanta questionamentos.
“Eu acho que é muito feio uma ação que tem mais de doze anos querer sair da gaveta agora, a menos de seis meses da eleição, para tentarem torná-la inelegível”, afirmou o ex-governador durante a entrevista. Apesar das críticas à atual gestão, Arruda defendeu o rito eleitoral e o voto popular como principal força para apontar líderes a cargos públicos.
Ele defendeu que tanto Celina Leão (PP) quanto Ibaneis Rocha (MDB) tenham o direito de concorrer e apresentar seus projetos à população. Na avaliação de Arruda, cabe ao eleitor decidir nas urnas. “Eu acho que eles têm o direito de ser candidatos ao que bem entenderem e que a população de Brasília julgue cada um”, declarou.
Arruda também criticou o uso do Judiciário como ferramenta de disputa política. Segundo ele, tentar vencer eleições por meio de decisões judiciais, e não pelo voto, compromete o processo democrático. O ex-governador citou ainda críticas feitas por aliados do governo atual e afirmou que não concorda com esse tipo de estratégia, independentemente de quem seja o alvo. “O que eu não quero para mim, eu também não quero para os outros”, disse.
Por fim, Arruda reforçou que a democracia deve ser decidida nas urnas. “A gente tem que perder essa mania de recorrer ao Judiciário para ganhar no tapetão. Democracia se faz com voto”, concluiu.

