O discurso do novo secretário de Economia escancara uma realidade incômoda: o Governo do Distrito Federal, comandado por Ibaneis Rocha (MDB) e Celina Leão (PP), está à beira de um colapso fiscal provocado por anos de descaso com as contas públicas. O déficit de R$ 2,7 bilhões não é apenas um número é a prova concreta de uma gestão que perdeu completamente o controle sobre gastos e prioridades.
Ao classificar o governo como uma “máquina desgovernada”, Valdivino Oliveira não exagera. O que se vê é uma administração que gastou sem planejamento, ignorou limites orçamentários e agora empurra a conta para a população. Programas lançados sem previsão de custeio, como o “Vai de Graça”, revelam decisões políticas irresponsáveis, feitas mais por conveniência do que por viabilidade financeira.
O cenário é ainda mais grave porque o rombo não se restringe a uma área específica. Saúde, educação, segurança e transporte foram atingidos por uma lógica de gastos desordenados, evidenciando a ausência total de coordenação fiscal. O resultado é um governo que arrecada de um lado e sangra do outro, sem qualquer disciplina.
Agora, a promessa de cortes em locações e terceirizações surge como tentativa de contenção de danos — tardia, diga-se. O problema já está instalado, e a conta já chegou. A questão não é apenas ajustar despesas, mas reconstruir a credibilidade de uma gestão que falhou no básico: gastar apenas aquilo que pode pagar.
O alerta está dado: ou o GDF muda drasticamente sua condução fiscal, ou o Distrito Federal continuará afundando em um ciclo de déficits sucessivos, com impacto direto nos serviços públicos e na vida da população.


