Atualizada às 20h40
A governadora Celina Leão sofreu uma derrota dura e unânime na 3ª Turma Criminal do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios, na tarde desta quinta-feira (23). O colegiado rejeitou integralmente o recurso apresentado pela defesa de Cristiano Araújo agravando de forma significativa sua situação jurídica e política.
Sem qualquer divergência, os desembargadores Nilsoni de Freitas Custódio, Jesuíno Aparecido Rissato e Sandoval Gomes de Oliveira decidiram “conhecer e desprover” o agravo interno criminal, reafirmando o entendimento anterior e mantendo o avanço do processo.
Com a decisão, Celina Leão está muito perto de se enquadrar nas hipóteses de inelegibilidade previstas na Lei da Ficha Limpa, o que compromete diretamente qualquer tentativa de disputar as eleições de 2026.
O caso tem origem na Operação Drácon, deflagrada em 2016, que apurou um esquema de corrupção envolvendo parlamentares distritais. Gravações da ex-deputada Liliane Roriz indicaram a cobrança de propina em troca da liberação de emendas parlamentares, expondo práticas graves no uso de recursos públicos.
As investigações apontam a movimentação de cerca de R$ 30 milhões, que teriam sido desviados — originalmente da educação para a saúde, incluindo o custeio de UTIs — mediante o pagamento de vantagens indevidas.
Com o julgamento desta quinta-feira, e diante da possibilidade de condenação por órgão colegiado, a governadora poderá ficar, em tese, fora da disputa eleitoral de 2026.

