Uma pergunta começa a ecoar nos bastidores do poder no Distrito Federal: haverá o mesmo rigor agora?
O governador Ibaneis Rocha (MDB) e o secretário da Casa Civil Gustavo Rocha (Republicanos) terão a mesma rapidez para publicar uma exoneração em edição extraordinária caso o alvo da vez seja o secretário do Consumidor, Gilvan Máximo que este ontem com Arruda em Santa Maria?
Em episódios recentes, decisões foram tomadas com agilidade. Houve exoneração na Secretaria Executiva de Cultura após o esposo da secretária afirmar que o ex-governador José Roberto Arruda é elegível, além da saída de uma assessora e jornalista ligada à Câmara Legislativa do Distrito Federal, depois de cobranças públicas sobre a ampliação de vagas de UTI infantil na rede pública.
Nos bastidores, também circularam relatos de que, em alguns desses casos, o próprio governador teria feito ligações diretas às exoneradas, utilizando um tom considerado duro e pouco institucional.
A questão que se impõe agora é política e simbólica: o critério será o mesmo para todos? Ou a firmeza demonstrada em episódios anteriores se repete apenas em determinadas circunstâncias — e quando as exoneradas são mulheres?
Se a resposta institucional for diferente desta vez, o debate tende a ganhar ainda mais força no cenário político do Distrito Federal.


