”A Serrinha é nossa!”, diz Leila do Vôlei em ato de defesa da Serrinha do Paranoá neste domingo

A senadora Leila do Vôlei, do PDT do Distrito Federal, participou da mobilização em defesa da área da Serrinha do Paranoá, realizada na manhã deste domingo, 15, no Eixão do Lazer. O evento foi organizado por moradores, ambientalistas e entidades da sociedade civil para pressionar o Governo do Distrito Federal a retirar a Serrinha da lista de imóveis públicos que deverão ser penhorados com garantia de um empréstimo para socorrer o BRB. O grupo defende a preservação do local e alerta sobre riscos ambientais e hídricos para o DF caso a área seja adquirida pela iniciativa privada.

“A Serrinha do Paranoá é nossa! Enquanto Senadora e defensora da questão ambiental, estamos acionando os órgãos competentes e vamos fazer todo o possível, pois não iremos entregar a Serrinha para especulação imobiliária e, muito menos, deixar o Distrito Federal afundar junto com esse governo falido, mentiroso e descompromissado com o Distrito Federal. A Serrinha é nosso patrimônio natural, e não será usada para pagar uma dívida que não é nossa!”, discursou a senadora.

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O Movimento em defesa da Serrinha é formado por ambientalistas, pesquisadores, organizações da sociedade civil e ativistas da pauta climática e hídrica. A região é considerada área ambientalmente estratégica para Brasília, com centenas de nascentes, córregos e zonas de recarga hídrica que contribuem para o abastecimento do Lago Paranoá. Além disso, a Serrinha está situada em uma região valorizada da capital federal, próxima ao Lago Norte, Paranoá e áreas de expansão urbana. Fatores que despertam interesse imobiliário incluem a vista privilegiada do Lago Paranoá, e a possibilidade de construção de condomínios de alto padrão.

“A Serrinha não é um mero terreno. É uma área estratégica de Cerrado preservado, com nascentes que ajudam a garantir água para a nossa cidade. Defender a Serrinha é defender o futuro de Brasília”, pontuou a senadora Leila do Vôlei.

A crise envolvendo o Banco de Brasília levou o Governo do Distrito Federal a buscar alternativas para capitalizar a instituição financeira. Uma das medidas aprovadas pela Câmara Legislativa do DF, e sancionada pelo GDF, permite o uso de imóveis públicos como ativos financeiros ou garantias para fortalecer o banco. A expectativa é a captação de até R$ 6,6 bilhões no mercado financeiro com a venda de nove imóveis públicos. Só o trecho da Serrinha vale R$ 2,2 bilhões.

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