Comitê da campanha presidencial do Avante foi inaugurado nesta quinta-feira (17) pelo coordenador-geral Jorginho Argello, com o candidato ao Senado Marley Mendonça e a militância
Tem casa nova no coração do Brasil: nesta quinta-feira (17), a Casa Cury — comitê central da campanha presidencial de Augusto Cury (Avante) no DF — abriu as portas no Conic, pertinho da Rodoviária do Plano Piloto.
A abertura foi comandada pelo coordenador-geral da campanha no DF e Entorno, Jorginho Argello, ao lado do candidato ao Senado Professor Dr. Marley Mendonça — formado em Odontologia e em Direito, ex-reitor de universidade e um dos karatecas mais graduados do mundo — e de dezenas de militantes e apoiadores do Avante-DF.
O endereço é um manifesto: a Casa Cury fica no Conic, na plataforma superior da Rodoviária do Plano Piloto, debruçada sobre a Esplanada dos Ministérios, por onde passam centenas de milhares de brasilienses todos os dias. O local é simbólico: da plataforma se avista a rampa do Palácio do Planalto — onde, na projeção da coordenação, o Avante do DF e o Avante do Brasil pretendem estar no ano que vem, subindo a rampa ao lado de Augusto Cury no dia da posse.
A partir de agora, o espaço funciona todos os dias até a eleição de 4 de outubro: eleitores, apoiadores e simpatizantes podem passar para pegar materiais oficiais, adesivos e a “colinha” com os candidatos do partido — e sair de lá, nas palavras da coordenação, como “mais um multiplicador de votos” do presidenciável.
“O brasiliense vota em quem faz melhor pela sua família, pelo seu filho, pela sua comunidade. E o professor Augusto Cury passou a vida cuidando das pessoas — pela educação, pelos livros, pela saúde mental. A Casa Cury é a casa desse eleitor: pode chegar, que o café está passado”, afirmou Jorginho Argello na abertura.
A campanha nasce ancorada em uma tese que Jorginho apresenta em todas as conversas: a eleição será decidida pelo eleitor independente — aquele que não tem político de estimação, que não é de direita, nem de esquerda, nem do Centrão. É o eleitor que acredita que boas escolhas, das mais simples do dia a dia às mais importantes, quando bem feitas, só podem gerar bons resultados. O DF é o retrato desse eleitor: a capital que elege, na mesma urna, os distritais mais votados da esquerda e presidentes da direita. E é aí, sustenta o coordenador, que Augusto Cury entra para fazer a diferença — na frase que virou lema da coordenação: “política não se constrói com muros, e sim com pontes, com diálogo e com boas propostas, olhando o longo prazo. Porque a criança de hoje é o jovem de amanhã e o adulto do futuro”.
O quadro nacional reforça a aposta. Os dois campos que protagonizaram a polarização da última década chegam a 2026 desgastados: de um lado, o ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado pelo STF e inelegível; de outro, um governo pressionado por escândalos como o dos descontos irregulares em benefícios de aposentados do INSS, alvo de CPMI. É nesse vácuo, avalia a coordenação, que se abre o espaço para uma candidatura de pontes — fora dos extremos e distante dos escândalos.
Nas conversas de rua, a coordenação diz captar um desejo comum do eleitor local: um governo tranquilo, longe de escândalos, para que Brasília — e o Brasil — voltem a sonhar, a ter qualidade de vida e uma visão de futuro. O pano de fundo ajuda a explicar o sentimento: a atual governadora e candidata à reeleição administra dois desgastes simultâneos — o caso do “Embrião de Ouro”, a sociedade em um embrião bovino de R$ 500 mil com empresário contratado do GDF, alvo de representação no MPDFT por suposto conflito de interesses; e os repasses de R$ 1,4 milhão revelados pelo jornal O Globo, feitos em 14 parcelas mensais de R$ 100 mil por empresa contratada do GDF à Faceng Engenharia, que tem o marido e a filha da governadora no quadro societário — caso levado ao Ministério Público por sete candidatos ao Buriti, que pedem investigação cível e criminal. A governadora nega qualquer irregularidade.
Do outro lado do espectro local, a disputa segue judicializada: José Roberto Arruda (PSD) teve o registro de candidatura indeferido por unanimidade pelo TRE-DF, insiste que pode disputar e recorre agora ao TSE. No STF, o julgamento da Lei da Ficha Limpa que poderia socorrê-lo foi suspenso por pedido de destaque — e análises publicadas pela imprensa apontam que nem o voto do ministro Gilmar Mendes, comemorado pelo ex-governador, melhora sua situação, já que o TRE afastou a conexão entre as condenações que o tornaram inelegível.
Um dos autores mais lidos do mundo, com mais de 30 milhões de livros vendidos, Cury constrói a candidatura sobre as pautas de sua vida: a família, os estudantes, a educação — como professor — e a saúde mental, como psiquiatra. A expectativa da coordenação é receber o presidenciável na Casa Cury ainda durante a campanha.
No encerramento, Jorginho lançou a frase que batizou a reta final da campanha no DF: “O Brasil tem cura.”
SERVIÇO — Casa Cury · Conic, plataforma superior da Rodoviária do Plano Piloto, Brasília-DF · Aberta todos os dias até 4 de outubro

