Diz a lenda que, na política, nada acontece por acaso. E não é de hoje que 2006 volta a ser lembrado por analistas e observadores atentos dos bastidores do poder. Naquele ano, erros aparentemente pequenos colocaram a então candidata governista em uma delicada saia justa, abrindo caminho para um desfecho inesperado: o então governador e candidato ao Senado, Joaquim Roriz, acabou apoiando o adversário da própria candidata de sua base.
Coincidência ou não, duas décadas depois, 2026 começa a apresentar semelhanças que chamam a atenção. O ocupante da cadeira principal também é do MDB. A chapa governista está sendo montada sob forte influência do atual governador Ibaneis Rocha. A data de desincompatibilização é rigorosamente a mesma. E, mais uma vez, quem desponta com força em todas as pesquisas é José Roberto Arruda — o mesmo personagem que venceu a eleição há 20 anos.
Seria apenas uma sucessão de acasos? Ou a repetição de um roteiro que insiste em se reescrever? Nos corredores palacianos e nos bastidores do poder, a chamada “lenda urbana” ganha novos capítulos. As sombras do passado, ao que tudo indica, voltam a rondar o presente, lembrando que, na política do Distrito Federal, a história raramente fica enterrada.


