
O jogo está pesado para os distritais
Enquanto alguns parlamentares ainda apostam que a internet, sozinha, vai capitanear votos suficientes para garantir a reeleição, suplentes e novos candidatos seguem outro caminho: gastam saliva e sola de sapato para lembrar, olho no olho com o eleitor, as falhas e as promessas feitas em 2022 que não saíram do papel até agora.
O cenário não é confortável. A pressão aumentou e o clima esquentou. A dica é clara: quem realmente quiser manter a cadeira terá que descer do salto, se aproximar da população, mostrar o que efetivamente fez durante o mandato e, claro, preparar boas explicações — e novas promessas — para 2026.
Partidos governistas: só para tubarão
Nos bastidores, a disputa por legenda virou um jogo de gente grande. Parlamentares e pré-candidatos enfrentam dificuldades reais para encontrar partidos onde possam ser, de fato, competitivos. Muitas siglas que orbitavam a base de Ibaneis já começam a migrar para Arruda, reduzindo drasticamente o espaço para quem hoje ocupa mandato.
Os novatos, por sua vez, passam longe desse ambiente hostil. Enquanto isso, candidatos “independentes”, arrudistas assumidos ou ligados à esquerda seguem em céu de brigadeiro, abrigados em legendas mais leves, com menos caciques e menor disputa interna.
E o GDF?
Quanto ao Governo do Distrito Federal, definição mesmo só depois do Carnaval. Até lá, muita articulação, café forte… e pimenta na conversa.


