
Recado aos Intocáveis

Recados velados e a velha prática de tentar calar a imprensa
Há quem ainda acredite que o jornalismo independente se intimida diante de pressões, recados tortuosos e ameaças veladas. Nas últimas semanas, profissionais da velha guarda e assessores parlamentares da Câmara Legislativa do DF passaram a adotar o expediente ultrapassado de tentar enquadrar veículos críticos — como se a liberdade de imprensa fosse concessão e não garantia constitucional.
A tática é antiga: testar limites, insinuar retaliações, sugerir “conversas” fora do ar, espalhar recados nos bastidores. O objetivo é sempre o mesmo — reduzir o alcance de denúncias, controlar narrativas e blindar parlamentares que não suportam o mínimo de escrutínio público.
Só que 2025 não é 1985. O jornalismo profissional, especialmente o que atua de forma independente, não funciona à base de intimidação. Ao contrário: quanto mais tentam silenciar, mais evidente fica o incômodo. E incômodo, no serviço público, costuma ser sinônimo de que tem algo a ser investigado.
A fórmula é simples: quem age às claras, não teme a luz. Quem tem rabo de palha, evita a fogueira. Ainda assim, há parlamentares de pele fina e assessores que confundem fiscalização jornalística com perseguição — e autoridade institucional com licença para atuar como polícia política.
A liberdade de imprensa não se negocia, não se condiciona e não se curva ao humor de gabinete algum. E a cada tentativa de pressão, vale lembrar o velho ditado que permanece atual: quem com ferro fere, com ferro será ferido. O debate democrático exige transparência — não recadinhos de bastidor.
BRB: de banco “da W3” para tubarão nacional

Enquanto muito gestor público anda patinando, o BRB decidiu simplesmente decolar. O banco que antes era visto como aquela instituição simpática e regional hoje virou peixe grande em mar de tubarão. Sob o comando de Paulo Henrique Costa, o BRB passou do “banco do DF” para o “banco que o Brasil inteiro está de olho”.
E não é pouca coisa: R$ 518 milhões de lucro líquido recorrente só no primeiro semestre de 2025 — um salto de 461,6% em relação a 2024. Se continuar assim, vai ter muito banco tradicional tendo que explicar porque o “regionalzinho” está entregando mais do que gigante com sede na Faria Lima.
Daniel Donizet: quando o sistema mira, o alvo sente

O caso do deputado Daniel Donizet (MDB) mostra como a política pode ser um ringue onde a luta não é exatamente justa. Depois de meses de investigações e manchetes inflamadas, informações recentes apontam que *as acusações contra o parlamentar simplesmente não se sustentaram.
E agora vem a pergunta que muita gente faz nos corredores da CLDF:
*Donizet foi vítima de violência política?*
Quarto mais votado em 2022, incomodou?
Atrapalhava planos de alguém?
Ou apenas caiu na mira de quem adora fabricar crises para ver quem sangra?
Seja lá quem tentou puxar o tapete, tropeçou no próprio cadarço.
Senado e GDF: a safra de candidatos brotou igual mato

O clima eleitoral no DF está tão fértil que até quem nunca cogitou disputar nada acordou querendo ser governador ou senador. Brotam nomes todo dia. É pré-candidato que nem sabe o número ainda, mas já fala como se estivesse na posse.
E a estratégia é velha:
quanto mais gente na pista, maior a chance de segundo turno — e maior o valor dos “derrotados úteis”.
No Senado, a coisa chega a ser cômica: tem mais pretendente que cadeira, e mesmo assim deve surgir mais meia dúzia até semana que vem.
A pergunta é:
Quantos desses vão aguentar até outubro de 2026 sem desaparecer na neblina das próprias ilusões?



