Promessa da atual gestão do Governo do Distrito Federal (GDF) ainda durante a disputa eleitoral de 2022, o tão esperado Hospital Regional de São Sebastião ainda não saiu do papel. A senadora Leila do Vôlei (PDT-DF) destinou, já no ano seguinte, recursos para viabilizar a construção da unidade, incluindo o projeto de arquitetura e engenharia, e tem acompanhado cada passo do processo e criticado os atrasos no cronograma das obras.
“Em São Sebastião vivem 130 mil pessoas, mas quando alguém precisa de um hospital público tem que se deslocar para outra região administrativa”, diz a senadora. “Mesmo com orçamento desde 2023, o GDF não colocou um tijolo sequer no local. Ouço muitos desabafos de moradores da cidade que sofrem com a falta de atendimento médico. Nosso trabalho não termina quando destinamos uma emenda. Precisamos cobrar, fiscalizar e acompanhar.”
A população aguarda o início das obras previstas para um espaço descampado na Área Especial 5, no Alto Mangueiral, próximo à entrada da cidade, na descida do Morro da Cruz. A expectativa é de que o futuro hospital seja referência em atendimento pediátrico e ofereça 14 serviços essenciais. A capacidade deve ser para 100 leitos, dos quais 60 seriam de clínica médica, 30 de pediatria e dez de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) pediátrica, com duas salas de cirurgia. Uma ordem de serviço foi assinada em junho no valor de R$ 165 milhões.
Leila também defende a construção de um segundo hospital público em Ceilândia, uma vez que, na avaliação da parlamentar, a atual unidade regional, inaugurada em 1981, teria infraestrutura insuficiente para atender a dimensão populacional da maior cidade do Distrito Federal.
Ao todo, durante seu mandato, a parlamentar investiu mais de R$ 390 milhões na área. O montante garantiu a construção de quatro novas unidades básicas de saúde (UBSs), uma delas já inaugurada em Santa Maria e outras em Planaltina, Sol Nascente e Vicente Pires, além de reformas estruturais, equipamentos de ponta e enfrentamento de emergências sanitárias. O mandato ainda garantiu 305 computadores para agilizar e modernizar o atendimento em 96 UBSs.
Durante a pandemia da covid-19, Leila esteve na linha de frente ao fiscalizar hospitais e destinar recursos para enfrentar o problema em cada região. Em 2024, ela articulou com o Ministério da Saúde a priorização da capital federal na distribuição da vacina contra a dengue, garantindo resposta imediata à crise.

