Sebastião Coelho dispara contra Bia e Michelle: “É política de dancinha ou compromisso com o DF?”

A disputa pelo Senado no Distrito Federal ganhou novos contornos após o candidato Sebastião Coelho (Novo) subir o tom contra Bia Kicis e Michelle Bolsonaro (PL).

Em vídeo divulgado nas redes sociais, Coelho questionou a atuação política das duas candidatas e cobrou posicionamentos mais claros sobre temas que mobilizam o eleitorado bolsonarista, especialmente a situação do ex-presidente Jair Bolsonaro e dos condenados pelos atos de 8 de janeiro.

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A crítica mais contundente foi dirigida ao estilo de campanha. Segundo Coelho, enquanto questões políticas relevantes estão em discussão, Michelle estaria concentrando parte de sua exposição em ações de campanha como “dancinhas” e a utilização de adereços de “leoazinha”. A fala foi registrada também pelo Metrópoles.

Coelho também levantou questionamentos sobre a composição das chapas. Bia Kicis tem como primeiro suplente o filho, Samuel Kicis, enquanto Michelle escolheu o irmão, Diego Torres Dourado. Os registros oficiais das candidaturas confirmam as composições.

É justamente aí que surge uma pergunta que o eleitor do DF pode fazer: qual é o projeto político de longo prazo por trás dessas candidaturas e qual será o papel dos suplentes caso os titulares deixem o mandato?

Coelho chegou a levantar a hipótese de que as titulares poderiam assumir eventualmente outras funções em um futuro governo federal, mas não há evidência pública de acordo nesse sentido. Michelle, inclusive, negou a existência de qualquer compromisso para deixar o Senado caso seja eleita.

A crítica de Sebastião vai além da escolha dos suplentes. O candidato questiona se Bia e Michelle estão apresentando ao eleitor do Distrito Federal um conjunto de propostas e uma agenda concreta para Brasília ou se a campanha está excessivamente concentrada na imagem nacional do bolsonarismo.

Bia Kicis, é importante registrar, exerce mandato de deputada federal desde 2019. Portanto, a discussão juridicamente mais segura não é afirmar que ela “nunca prestou serviço” ao DF, mas cobrar quais resultados concretos de seu mandato federal serão apresentados ao eleitor como justificativa para a candidatura ao Senado.

Michelle, por sua vez, disputa pela primeira vez um mandato eletivo no Distrito Federal. Sua trajetória política está diretamente associada ao bolsonarismo e à atuação como ex-primeira-dama.

O que Sebastião Coelho coloca na mesa é uma cobrança política: se Bia e Michelle se apresentam como representantes do bolsonarismo no DF, onde estão as propostas específicas para o Distrito Federal e quais são os compromissos concretos que pretendem defender no Senado?

A presença das duas ao lado da governadora Celina Leão também entra no radar da disputa. Celina foi eleita vice-governadora na chapa de Ibaneis Rocha e assumiu o governo interinamente em janeiro de 2023, durante o afastamento do governador. Documentos oficiais mostram ainda que ela voltou a exercer o cargo de governadora em diferentes ocasiões posteriormente.

Para Sebastião Coelho, a eleição ao Senado não deveria ser transformada apenas em uma disputa de popularidade, símbolos e redes sociais.

A pergunta que fica para o eleitor é direta: é campanha para fazer política ou política para transformar o DF?

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