SÃO SEBASTIÃO NÃO PODE MAIS ESPERAR: SAÚDE PRECISA DE UM PARLAMENTAR QUE COBRE, FISCALIZE E FAÇA A DIFERENÇA

Renata Schuster Poli – Jornalista, pós-graduada em Comunicação Eleitoral e Marketing Político, CEO do Grupo Vou Lá de Comunicação e analista política com mais de vinte anos de experiência. Atuou na Câmara dos Deputados, na Vice-Governadoria e na Governadoria do Governo do Distrito Federal, além da Câmara Legislativa do Distrito Federal.

Quantos anos mais São Sebastião terá que esperar por um hospital? Essa é uma pergunta que não pode mais ser ignorada — principalmente por uma população que cresceu, aumentou a demanda pelos serviços públicos e continua convivendo com problemas que se arrastam há anos.

A saúde pública se tornou um dos maiores desafios de São Sebastião. E é justamente nesse cenário que o candidato a deputado distrital Rogério Ulysses (AVANTE) decidiu colocar o tema no centro de sua campanha.

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Em vídeo divulgado nas redes sociais, Rogério denuncia o que classifica como um verdadeiro caos na saúde da cidade e afirma que, caso seja eleito, a área estará entre suas principais bandeiras na Câmara Legislativa do Distrito Federal.

E não faltam motivos para colocar esse assunto no centro do debate eleitoral.

O HOSPITAL QUE PARECE NÃO SAIR DO PAPEL

A história da construção do Hospital de São Sebastião já poderia ser chamada de uma novela — mas, infelizmente, não há nada de fictício nessa espera.

São décadas de promessa e expectativa.

Desde 2023, o projeto ganhou novos contornos e o Governo do Distrito Federal passou a trabalhar para viabilizar a obra, contando inclusive com recursos da bancada federal. Entre os parlamentares envolvidos na destinação de recursos estão a senadora e candidata à reeleição Leila do Vôlei (PDT) e Izalci Lucas (PL), que nesta eleição concorre ao cargo de deputado federal.

A governadora também assinou a ordem de serviço para a construção.

Ou seja: há projeto, há recursos anunciados, houve autorização e houve ordem de serviço.

Mas o que o morador vê quando passa pelo terreno?

Tapumes.

E enquanto os tapumes permanecem de pé, a população continua esperando.

Essa situação precisa ser explicada.

Se os recursos estão disponíveis e a ordem de serviço foi assinada, o que está impedindo a obra de avançar no ritmo que a população espera?

É exatamente aí que entra o papel de um parlamentar.

NÃO BASTA DESTINAR RECURSO. É PRECISO COBRAR A OBRA

São Sebastião não precisa de deputado que apareça apenas para tirar foto quando uma verba é anunciada.

Precisa de alguém que acompanhe o dinheiro público até a ponta.

Que pergunte onde está o recurso.

Que cobre o cronograma.

Que fiscalize a execução.

Que convoque responsáveis quando houver atraso.

Que pressione o Governo quando uma promessa não sair do papel.

E que dê satisfação à população.

A função de um deputado distrital não termina quando a verba é destinada ou quando uma ordem de serviço é assinada. Pelo contrário: é justamente depois disso que começa uma parte fundamental do trabalho de fiscalização.

E São Sebastião precisa dessa cobrança.

UMA CIDADE QUE CRESCEU, MAS OS SERVIÇOS PRECISAM ACOMPANHAR

O problema não está apenas no hospital.

São Sebastião cresceu e continua crescendo. Com o aumento da população, também crescem as necessidades em praticamente todas as áreas.

Saúde, educação, segurança, transporte público, infraestrutura, mobilidade, geração de emprego e renda e qualidade dos serviços públicos precisam acompanhar esse crescimento.

Não é possível administrar uma cidade que mudou de tamanho mantendo a mesma lógica de décadas atrás.

A população aumentou. As demandas aumentaram. E a cobrança também precisa aumentar.

Por isso, a eleição de um deputado distrital com compromisso efetivo com São Sebastião pode representar muito mais do que a escolha de um nome na urna.

Pode significar dar à cidade uma voz permanente dentro da Câmara Legislativa.

ROGÉRIO ULYSSES COLOCA O DEDO NA FERIDA

Ao transformar a saúde em uma das principais bandeiras de sua pré-campanha, Rogério Ulysses coloca em discussão um problema que não pode ser empurrado para a próxima eleição.

O desafio, caso conquiste uma cadeira na Câmara Legislativa, será justamente provar que o discurso de campanha pode se transformar em atuação parlamentar.

Será preciso cobrar o andamento do Hospital de São Sebastião, fiscalizar os investimentos, acompanhar os serviços de saúde e defender recursos e políticas públicas para uma região que não pode continuar sendo tratada como se ainda fosse a mesma cidade de décadas atrás.

São Sebastião não precisa de mais uma promessa. Precisa de cobrança.

Não precisa apenas de quem diga que ama a cidade.

Precisa de quem esteja disposto a brigar por ela dentro dos espaços de poder.

O hospital pode ser o símbolo mais evidente dessa necessidade, mas não é o único.

Depois de décadas esperando, a população tem todo o direito de perguntar:

Quem vai assumir essa luta?

Quem vai fiscalizar?

Quem vai cobrar os responsáveis?

Quem vai transformar os interesses de São Sebastião em prioridade política?

A resposta será dada nas urnas.

Mas, até lá, uma coisa já está clara:

São Sebastião cresceu. E a sua representação política também precisa crescer em responsabilidade, coragem e capacidade de cobrança.

Porque, para quem depende do serviço público, cada dia de espera não é apenas um atraso administrativo. É a vida real de milhares de pessoas.

E essa conta, São Sebastião já está cansada de pagar.

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