Michelle Bolsonaro e Bia Kicis receberam juntas R$ 6.791.500,00 para suas campanhas ao Senado no DF e aparecem em vídeo pedindo doações via Pix para ajudar o PL-DF
A campanha eleitoral no Distrito Federal ganhou um ingrediente que promete alimentar a discussão sobre dinheiro público e financiamento eleitoral.
De um lado, o Partido Liberal recebeu R$ 881,657 milhões do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) para as eleições de 2026.
Do outro, as candidatas do PL ao Senado pelo Distrito Federal Michelle Bolsonaro e Bia Kicis receberam juntas R$ 6.791.500,00 em recursos para suas campanhas.
Michelle recebeu R$ 3.548.000,00 e Bia Kicis, R$ 3.243.500,00.
E é justamente nesse contexto que as duas aparecem juntas em vídeo fazendo um apelo por doações e orientando apoiadores a contribuir por Pix para o PL do Distrito Federal.
A cena chama atenção pelo contraste: duas candidatas que, somadas, receberam quase R$ 6,8 milhões aparecem pedindo que os eleitores também ajudem financeiramente o partido.
A pergunta que surge é inevitável: se há milhões destinados às duas campanhas, por que o eleitor também está sendo chamado a colocar dinheiro do próprio bolso?
É importante destacar que os R$ 881,657 milhões recebidos pelo PL são recursos nacionais e não significam que todo esse valor esteja disponível para o diretório do Distrito Federal. A distribuição interna do Fundo Eleitoral segue critérios partidários e as regras estabelecidas pela legislação eleitoral.
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Ainda assim, o contraste financeiro chama atenção.
Michelle e Bia: R$ 6.791.500,00.
PL nacional: R$ 881.657.477,34.
E o eleitor sendo chamado para fazer Pix.
A prestação de contas eleitoral permitirá acompanhar quanto cada campanha recebeu, de onde vieram os recursos e como o dinheiro está sendo utilizado.
Até lá, o vídeo conjunto das duas candidatas coloca uma pergunta no centro do debate eleitoral do DF:
Com milhões nas campanhas e quase R$ 882 milhões destinados ao partido nacionalmente, por que ainda é preciso fazer vaquinha?
No PL, pelo visto, o Pix também virou cabo eleitoral.
