O pré candidato ao Governo do DF Arruda elevou o tom contra a situação do Metrô do Distrito Federal e afirmou que o sistema vive um cenário de abandono, sucateamento e falta de respeito com a população. Em declaração contundente, Arruda responsabilizou os últimos governos pela paralisação de investimentos e pela deterioração do transporte público no DF.
Segundo ele, o metrô que antes era símbolo de modernização hoje opera no limite, com estações lotadas, atrasos constantes e trens fora de circulação. Arruda afirmou que mais de 70 carros estão parados em manutenção e denunciou a prática de “canibalização mecânica”, quando peças são retiradas de um trem para manter outro funcionando.
“O governo deixou o metrô chegar ao fundo do poço. Tiram peça de um vagão para remendar outro enquanto a população sofre diariamente nas plataformas”, criticou.
Arruda relembrou que participou da implantação da primeira etapa do metrô ainda no governo de Joaquim Roriz, quando ocupava a Secretaria de Obras. Na época, o sistema ligava o Plano Piloto ao Guará, Águas Claras e Taguatinga, com a aquisição inicial de 80 carros.
Já durante sua gestão no Governo do Distrito Federal, Arruda destacou que houve ampliação da linha até Ceilândia, construção de novas estações e compra de mais 48 carros, elevando a frota para 128 vagões.
O ex-governador afirmou que, nos últimos 15 anos, o metrô foi abandonado pelos governos seguintes. Ele criticou a ausência de expansão para regiões como Gama, Santa Maria, Sol Nascente e Asa Norte, afirmando que projetos importantes ficaram engavetados enquanto a demanda da população aumentava.
“O metrô parou no tempo e no espaço. Enquanto Brasília cresceu, os investimentos desapareceram. Quem paga essa conta é o trabalhador que depende do transporte público todos os dias”, declarou.
Arruda ainda classificou a atual situação como reflexo de uma gestão sem planejamento e sem compromisso com mobilidade urbana. Para ele, o DF vive hoje um colapso anunciado no sistema metroviário, resultado de anos de omissão administrativa e falta de prioridade com a população.

