Quem é Leandro Grass, candidato que disputa o segundo turno para o Governo do DF

Sociólogo, professor e ex-presidente do Iphan, Leandro Grass chega ao segundo turno com a experiência de deputado distrital e de gestor público federal

O segundo turno da eleição para o Governo do Distrito Federal coloca novamente Leandro Grass no centro da disputa política. Sociólogo, professor, pesquisador e ex-presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Grass construiu sua trajetória política a partir da atuação em movimentos sociais, educação e participação cidadã.

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Brasiliense, Grass é casado e afirma ter na fé uma das bases de sua trajetória pessoal. Sua atuação social começou ainda em 1998, na Pastoral da Juventude. Posteriormente, participou de missões no semiárido nordestino e de projetos sociais.

Da sala de aula para a política

Formado em Sociologia pela Universidade de Brasília (UnB), Leandro Grass também possui mestrado em Desenvolvimento Sustentável pela universidade e formação em gestão cultural pela Organização dos Estados Ibero-Americanos (OEI).

Professor desde 2005, atuou no ensino básico, na Educação de Jovens e Adultos (EJA) e no ensino superior. Ao longo de sua carreira, passou por escolas de diferentes regiões do Distrito Federal.

Segundo o próprio Grass, foi essa experiência que o aproximou dos problemas cotidianos enfrentados pela população, especialmente nas áreas de educação, transporte e saúde.

A experiência como educador acabou se transformando em uma das principais marcas de seu discurso político: a defesa de políticas públicas voltadas para quem depende diretamente dos serviços oferecidos pelo Estado.

Mandato na Câmara Legislativa

A entrada de Grass na política institucional ocorreu em 2018, quando foi eleito deputado distrital para a Câmara Legislativa do Distrito Federal.

Durante o mandato, apresentou 27 leis, com atuação concentrada principalmente em temas relacionados à educação, desenvolvimento sustentável e direitos das mulheres.

Na Câmara Legislativa, também ganhou projeção por sua atuação em debates relacionados à fiscalização do poder público e à participação social.

A primeira disputa pelo Palácio do Buriti

Em 2022, Leandro Grass foi escolhido para disputar o Governo do Distrito Federal pela Federação Brasil da Esperança.

Naquele pleito, terminou a primeira etapa da eleição em segundo lugar, com 434.587 votos, avançando para o segundo turno.

A disputa terminou com a vitória de Ibaneis Rocha, mas o desempenho de Grass consolidou seu nome como uma das principais lideranças da oposição no Distrito Federal.

Do DF para o Iphan

Com a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva para a Presidência da República, Grass foi convidado para assumir a presidência do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), órgão vinculado ao Ministério da Cultura.

Ele permaneceu no comando do instituto entre janeiro de 2023 e março de 2026.

Durante o período, sua gestão esteve relacionada à retomada de investimentos e à ampliação das políticas de preservação do patrimônio cultural brasileiro, com ações em diferentes regiões do país.

A passagem pelo Iphan acrescentou ao currículo de Grass uma experiência de gestão em âmbito nacional, além da atuação anterior como parlamentar e professor.

Agora, novamente na disputa pelo GDF

Em 2026, Leandro Grass retorna ao cenário eleitoral do Distrito Federal para disputar novamente o Palácio do Buriti.

A chegada ao segundo turno representa uma nova oportunidade para o ex-deputado distrital apresentar seu projeto de governo aos eleitores brasilienses.

De um lado, Grass carrega a experiência como professor, legislador e gestor federal. De outro, enfrenta o desafio de ampliar seu eleitorado para além da base política que tradicionalmente acompanha seu campo ideológico.

A nova disputa pelo GDF coloca em confronto diferentes visões sobre o futuro do Distrito Federal e transforma os próximos dias em uma corrida por apoios, alianças e votos.

Agora, a pergunta que fica é: conseguirá Leandro Grass transformar a votação conquistada no primeiro turno em uma maioria capaz de levá-lo ao Palácio do Buriti?

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