Os moradores do Entorno do Distrito Federal, que diariamente enfrentam longas jornadas em ônibus lotados, trânsito intenso e veículos frequentemente criticados pelas condições de conservação, passam a conviver com mais um desafio: o aumento no valor das passagens de diversas linhas intermunicipais. Os novos preços entram em vigor neste domingo (28), conforme determinação da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).
O reajuste atinge milhares de trabalhadores que dependem do transporte coletivo para se deslocar até Brasília e outras regiões do Distrito Federal. Das oito linhas reajustadas, seis tiveram aumento e apenas duas registraram redução nas tarifas.
Vale ressaltar que a pré-candidata à Câmara dos Deputados Carol Fleury (PSD -DF) já ocupou o cargo de secretária do Entorno, período em que, segundo ela, atuou para evitar reajustes nas tarifas do transporte coletivo e buscou ampliar o diálogo entre os governos e as empresas concessionárias.
Em conversa com nossa equipe, Carol destacou que o aumento compromete diretamente a renda dos trabalhadores e fez um alerta sobre o impacto financeiro para quem depende diariamente dos ônibus.
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“O trabalhador do Entorno já enfrenta uma rotina extremamente desgastante. São horas dentro de ônibus, muitas vezes em condições inadequadas, enfrentando congestionamentos diários. Agora, além desse sofrimento, terá que pagar ainda mais caro para trabalhar.”
Carol também ressaltou que, se um usuário gastar cerca de R$ 500 por mês apenas com transporte, esse valor representa aproximadamente 33% do salário mínimo vigente, comprometendo quase um terço da renda apenas para o deslocamento entre casa e trabalho.
“É um cenário preocupante. Estamos falando de pais e mães de família que precisam escolher entre pagar a passagem ou reduzir gastos com alimentação, saúde e outras despesas básicas. O transporte público precisa ser tratado como uma política social e de desenvolvimento, não apenas como uma conta a ser repassada ao usuário”, afirmou.
Especialistas em mobilidade urbana apontam que o transporte coletivo é um dos principais desafios da Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno (Ride-DF), onde milhares de pessoas cruzam diariamente a divisa entre Goiás e o Distrito Federal para trabalhar, estudar e acessar serviços públicos.
Novos valores das passagens
- Novo Gama (Lago Azul) – Gama: de R$ 3,80 para R$ 3,40;
- Novo Gama (Pedregal) – Gama: de R$ 3,65 para R$ 3,40;
- Águas Lindas de Goiás – Taguatinga: de R$ 6,75 para R$ 7,65;
- Águas Lindas de Goiás – Ceilândia: de R$ 5,15 para R$ 5,85;
- Girassol (Cocalzinho de Goiás) – Brasília: de R$ 10,95 para R$ 12,15;
- Girassol (Cocalzinho de Goiás) – Taguatinga: de R$ 8,20 para R$ 9,15;
- Novo Gama – Taguatinga: de R$ 7,85 para R$ 8,75;
- Novo Gama (Rodoviária) – Gama: de R$ 1,75 para R$ 1,80.
Na prática, o reajuste representa um aumento expressivo no custo de vida para milhares de famílias. Para quem utiliza o transporte diariamente, o impacto pode significar centenas de reais a mais por mês, reduzindo a renda disponível para despesas essenciais e reacendendo o debate sobre a necessidade de investimentos em um sistema de transporte mais eficiente, acessível e integrado para a população do Entorno do Distrito Federal.

