Guia Prático ensina como agir diante de situações de violência contra a mulher

Saber como agir diante de uma situação de violência contra a mulher é fundamental para garantir proteção e evitar novas ocorrências. Para quem vivencia a violência, o primeiro passo é reconhecer a situação e buscar apoio em redes de acolhimento seguras, tendo em vista seu próprio tempo e as condições emocionais.

O enfrentamento à violência doméstica é uma luta de toda a sociedade. A atuação responsável, empática e informada contribui para a construção de um ambiente mais seguro e solidário, no qual a vítima se sinta protegida e respeitada. 

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Medo de denunciar

A 10ª edição da pesquisa Nacional de Violência contra a Mulher (DataSenado), publicada em 2023, demonstrou que a maioria das mulheres que sofrem agressões se calam perante a violência. A vergonha, o medo do agressor, o cuidado com os filhos, a dependência financeira e a crença na impunidade, são fatores que levam uma mulher a optar por não denunciar. 

Outras mulheres, em um percentual inferior, optam por pedir ajuda a familiares ou amigos. Porém, a pesquisa demonstra que os menores percentuais são das mulheres que procuram ajuda nos órgãos oficiais. Dado que demonstra uma resistência ou limitação no acesso das mulheres aos canais oficiais.

O que fazer

Presenciar não é só ver, mas também ouvir. É reagir, acolher, ajudar a reunir provas e orientar. Colegas, familiares ou gestores que tenham conhecimento de uma situação de violência devem apresentar postura pautada no acolhimento, escuta atenta e ausência de julgamentos. Questionamentos que culpabilizam a vítima ou minimizam o ocorrido devem ser evitados. O apoio deve fortalecer a autonomia da mulher e orientá-la sobre canais adequados de ajuda.

Dessa forma, em situações de violência, é preciso agir rapidamente para garantir a segurança: se a agressão estiver acontecendo naquele momento, ligue imediatamente para o 190, pois a Polícia Militar está preparada para atender essas ocorrências.

Depois disso, é importante orientar a vítima a buscar apoio especializado, como as Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAM) e os Centros de Referência de Atendimento à Mulher (CRAM), onde ela poderá receber acolhimento e orientação adequada.

Ainda insegura?

Se mesmo com apoio de familiares e amigos, denunciar às autoridades e conseguir uma medida protetiva, muitas mulheres ainda se sentem inseguras e ameaçadas.  

Algumas medidas podem contribuir para a segurança dessas mulheres. Recomenda-se trocar as fechaduras das portas e, se possível, instalar grades, barras de proteção e iluminação adequada.

É fundamental evitar qualquer contato com o agressor, inclusive por aplicativos como WhatsApp, e não aceitar perfis desconhecidos nas redes sociais.

Também é importante combinar com amigos, familiares e vizinhos formas de agir em caso de perigo, como códigos e atitudes que chamem a atenção e façam com que acionem a polícia.

Em casos de mulheres já separadas, é importante informar à escola quem está autorizado a buscar os filhos e alerte os professores sobre a situação.

O que NÃO fazer

Para quem presencia situações de violência, é importante saber também o que não fazer.

Evite confrontar o agressor diretamente, pois isso pode agravar a situação e colocar mais pessoas em risco.

Não exponha a vítima, seja por meio de comentários em redes sociais ou em público, preservando sua privacidade e segurança.

Além disso, nunca minimize ou ignore o que está acontecendo, pois toda forma de violência deve ser levada a sério e tratada com responsabilidade.

O TJDFT

O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) atua na linha de frente no combate à violência contra a mulher, por meio da oferta de diversos serviços voltados ao acolhimento e à orientação das vítimas. 

Coordenadoria da Mulher em situação de Violência Doméstica e Familiar da Justiça do Distrito Federal (CMVD-DF), unidade especializada do TJDFT, oferece apoio às mulheres em situação de violência doméstica e familiar, utiliza abordagem com perspectiva de gênero, a fim de assegurar que cada caso seja tratado de forma eficiente e humanizada. A CMVD-DF também realiza campanhas educativas e articula a rede de proteção a fim de garantir a segurança e o bem-estar das mulheres.

Ouvidoria para Elas, desenvolvido pelo Núcleo de Atendimento à Mulher (Nuatmu), vinculado à Ouvidoria-Geral (OVG) do TJDFT, é um canal de atendimento destinado ao público interno e externo do Tribunal que visa ao acolhimento, à orientação e à escuta qualificada da mulher que esteja sofrendo qualquer tipo de violênciaentre elas, a violência institucional e a violência doméstica.

Criado em atendimento à Recomendação CNJ 102/2020, o Programa Elas tem o propósito de oferecer um canal seguro e interno de atendimento para servidoras e magistradas. O objetivo é garantir ações integradas de prevenção, segurança, conscientização e apoio psicossocial a magistradas e servidoras em situação de violência doméstica e familiar. O programa é coordenado pela CMVD-DF, OVG, Secretaria de Saúde e Secretaria de Segurança e Inteligência do TJDFT. 

Guia Prático

Criado com o objetivo de contribuir de forma concreta para o enfrentamento da violência contra a mulher, o guia surgiu a partir do olhar atento do Núcleo de Atendimento à Mulher (Nuatmu) da Ouvidoria do Tribunal, diante do aumento dos casos de violência.

material aborda temas como desigualdade de gênero, diferentes tipos de violência, ciclo da violência, medidas de prevenção, orientações de segurança e os serviços de proteção disponíveis para a mulher, entre outros conteúdos relevantes.

Para conhecer o  conteúdo completo  do Guia Prático de Enfrentamento da Violência contra a Mulher, acesse o pdf ou a versão em áudio.

Para mais informações sobre Medidas Protetivas de Urgência, clique aqui.

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