Tesouro condiciona ajuda ao BRB ao uso do Fundo Constitucional do DF

O Governo do Distrito Federal enfrenta um dos momentos mais delicados da história recente do BRB. O Banco de Brasília precisa de uma capitalização estimada em R$ 6,6 bilhões para evitar um agravamento da crise financeira, e o Ministério da Fazenda já avisou ao GDF que a União só deverá ajudar caso o Fundo Constitucional do Distrito Federal entre nas negociações como garantia da operação.

Segundo informações divulgadas pela CNN Brasil, integrantes da equipe econômica avaliam que essa seria a única alternativa viável para que o Tesouro Nacional aceite atuar como garantidor de um possível empréstimo destinado ao banco.

- Publicidade -

O problema é que o Distrito Federal possui nota C na Capacidade de Pagamento (Capag), classificação do Tesouro Nacional que impede novos empréstimos com garantia da União. Pelas regras atuais, apenas estados e governos com notas A ou B podem contratar esse tipo de operação sem apresentar contrapartidas adicionais.

 

Diante disso, o Fundo Constitucional do DF passou a ser visto como peça-chave nas negociações. O fundo, bancado pela União, representa mais de 35% da receita do Distrito Federal e é essencial para áreas como segurança pública, saúde e educação. Em 2026, o valor deve ultrapassar R$ 28 bilhões.

A possibilidade de envolver o Fundo Constitucional na operação já teria sido comunicada à governadora Celina Leão (PP), que enfrenta um dilema político e administrativo. Aliados avaliam que colocar uma das principais fontes de receita do DF em uma negociação para salvar o BRB pode gerar forte desgaste político às vésperas das eleições.

Nos bastidores, cresce também a pressão sobre a direção do banco. Em reunião realizada no Banco Central, o presidente do BRB, Nelson Souza, teria sido alertado de que o prazo para solucionar a situação da instituição está se esgotando. Caso não haja uma solução rápida, uma intervenção no banco não estaria descartada.

Além de buscar apoio junto ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC), o BRB também iniciou conversas com instituições financeiras privadas na tentativa de conseguir novos empréstimos e evitar o agravamento da crise.

Comentários

Últimas