Gustavo Rocha vira “peça fora do tabuleiro” após denúncias envolvendo escritório de advocacia

Renata Schuster Poli – Jornalista, pós-graduada em Comunicação Eleitoral e Marketing Político, CEO do Grupo Vou Lá de Comunicação e analista política com mais de vinte anos de experiência. Atuou na Câmara dos Deputados, na Vice-Governadoria e na Governadoria do Governo do Distrito Federal, além da Câmara Legislativa do Distrito Federal.

O secretário da Casa Civil do Distrito Federal, Gustavo Rocha (Republicanos), passou a ser tratado nos corredores da Palácio do Buriti e nas redas de conversa como uma “peça fora do tabuleiro” após novas denúncias envolvendo possíveis ligações entre seu escritório de advocacia e contratos milionários investigados.

As informações que circulam no meio político e foram divulgadas por veículos de imprensa — entre eles o portal Vero Notícias — apontam para a relação entre o advogado Engels Augusto Muniz e o escritório Vale Rocha e Passamani Advogados.

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Segundo o portal A Voz dos Praças, Engels seria administrador e sócio do escritório, que também tem como sócio o próprio Gustavo Rocha, atualmente à frente da Casa Civil do Governo do Distrito Federal.

Em nota divulgada pelo escritório do governador Ibaneis Rocha, foi informado que o escritório ligado a Engels teria recebido cerca de R$ 6 milhões, enquanto o escritório da família do governador teria ficado com R$ 4 milhões, dentro de um contrato que totalizaria aproximadamente R$ 38 milhões.

O acordo teria sido fechado em maio de 2024, período em que o Banco de Brasília (BRB) negociava ativos do Banco Master — operação que atualmente é alvo de investigação e tem levantado questionamentos nos bastidores da política do Distrito Federal.

Diante das revelações, aliados de Ibaneis e Celina admitem, reservadamente, que a permanência de Gustavo Rocha no centro das articulações políticas do Palácio do Buriti passou a ser vista com cautela, ampliando a pressão sobre o núcleo político da gestão de Ibaneis.

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