O governo comandado por Ibaneis Rocha divulgou a convocação de uma assembleia geral extraordinária de acionistas do Banco de Brasília S.A., marcada para o dia 18 de março, em formato totalmente digital.
No edital publicado pelo Governo do Distrito Federal, a pauta inclui a proposta de aumento do capital social do banco, medida que ainda depende da aprovação de um projeto de lei na Câmara Legislativa do Distrito Federal. Também está prevista a alteração do estatuto social da instituição e a homologação de membros indicados para o Conselho de Administração.
Nos corredores da política, a publicação em edição extra do Diário Oficial levanta questionamentos sobre a urgência da medida. Para críticos da gestão, o movimento pode indicar uma tentativa de acelerar decisões estratégicas envolvendo o BRB — banco que, nos últimos anos, ganhou protagonismo dentro da estrutura do governo.
O fato de a assembleia ocorrer exclusivamente de forma digital também chama atenção, já que limita a participação presencial e concentra as discussões em ambiente virtual.
Enquanto o governo trata o tema como um procedimento administrativo normal, opositores defendem que decisões envolvendo mudanças no capital e na governança de um banco público deveriam ocorrer com maior debate e transparência, sobretudo quando dependem de aval do Legislativo.


