Contrato milionário do escritório de Ibaneis com fundo investigado eleva pressão por CPI no DF

Renata Schuster Poli – Jornalista, pós graduada em Comunicação Eleitoral e Marketing Político, analista política com mais de vinte anos tendo trabalhado na Câmara Federal, vice-governadoria e governadoria do GDF, EX- assessora na Câmara Legislativa DF, CEO grupo Vou Lá de Comunicação.

Com o surgimento de novas denúncias envolvendo um possível contrato milionário entre a REAG e o escritório de advocacia do governador Ibaneis Rocha (MDB), cresce a pressão por uma reação imediata das instituições de controle do Distrito Federal. Diante da gravidade dos fatos, já há quem defenda abertamente o afastamento do gestor e a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara Legislativa do DF — uma iniciativa que, até agora, segue travada em meio ao silêncio e à aparente submissão de parte dos parlamentares aos interesses do Palácio do Buriti.

A pergunta que ecoa nos bastidores políticos é simples: até quando a Câmara Legislativa vai ignorar as denúncias?

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Cabe agora aos dez deputados distritais que votaram contra a negociação de imóveis públicos para socorrer o BRB, operação que pode resultar no endividamento de toda a população do Distrito Federal, darem um passo além e assinarem o pedido de CPI para investigar a fundo as relações e negociações envolvendo BRB, Banco Master, a gestora REAG, o governador Ibaneis Rocha e possíveis articulações dentro do próprio Executivo e Legislativo local que atuaram diretamente na aprovação dos projetos polêmicos.

As suspeitas ganharam ainda mais peso após revelações publicadas pelo jornalista Johanns Eller, do jornal O Globo.

Segundo a reportagem, o escritório de advocacia do governador Ibaneis Rocha firmou um contrato de R$ 38 milhões para venda de honorários de precatórios a um fundo ligado à REAG, gestora que está no radar da Polícia Federal (PF) por suposto envolvimento em um esquema de desvio de recursos relacionados ao Banco Master.

O contrato teria sido fechado em maio de 2024, justamente no período em que o BRB já vinha adquirindo carteiras do banco controlado por Daniel Vorcaro, operação que hoje também levanta questionamentos.

Investigações da Polícia Federal e do Ministério Público Federal (MPF) apontam que a REAG faria parte de uma complexa rede de fundos utilizada para pulverizar recursos captados pelo Banco Master em operações consideradas irregulares, dificultando o rastreamento do dinheiro e a identificação de seus verdadeiros beneficiários.

Como se não bastasse, em março de 2025, o diretor do fundo que firmou o contrato com o escritório de Ibaneis aparece também como representante do fundo Borneo, outro nome investigado pela PF. Esse mesmo fundo participou de assembleias de acionistas do BRB e teria sido utilizado em uma operação envolvendo o Banco Master e a própria REAG para adquirir 25% do controle do banco estatal abaixo do valor de mercado, ao mesmo tempo em que negociavam carteiras consideradas fraudulentas.

Diante de um enredo que mistura contratos milionários, fundos investigados, operações financeiras suspeitas e possíveis conflitos de interesse, cresce a cobrança da sociedade por transparência.

A pergunta que não quer calar no Distrito Federal é direta:

quando a Câmara Legislativa vai parar de fingir que nada está acontecendo?

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