Mercado político do DF entra em fase decisiva com disputa acirrada pelas vices

No cenário político do Distrito Federal, uma certeza começa a se consolidar: as chapas majoritárias estão longe de estar fechadas, e as vice-governadorias viraram o centro do jogo. Até março, muita água ainda pode rolar, e as movimentações recentes indicam um mercado político aquecido, com rearranjos estratégicos em curso.

Algumas definições já começaram a surgir. Celina Leão (PP-DF) tentou sair na frente ao anunciar Gustavo Rocha (Republicanos-DF) como seu vice, sinalizando uma escolha de perfil técnico e institucional. Já Paula Belmonte (PSDB-DF), com partido definido, ainda busca um nome para compor a chapa, abrindo espaço para negociações de peso.

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Outro movimento relevante é o fortalecimento de Arruda (PSD-DF), que passa a ser visto como um player competitivo e também procura um vice ou uma vice capaz de ampliar sua base eleitoral. Nos bastidores, cresce a expectativa de uma união entre Leandro Grass (PT-DF) e Ricardo Cappelli (PSB-DF), formando uma frente com densidade política e respaldo no governo federal.

Enquanto isso, o campo conservador também se movimenta. Izalci (PL-DF) segue próximo de Arruda, assim como Alberto Fraga (PL-DF). A pergunta que ganha força é: há espaço real para que esses nomes ocupem a vaga de vice candidatura de Arruda? E mais: essa composição seria eleitoralmente eficiente para conquistar a cadeira do Buriti?

Os dados da última eleição ajudam a explicar por que a disputa pelas vices está tão intensa. Brasília tem cerca de 52% do eleitorado composto por mulheres, fator que coloca a escolha de uma vice feminina — com densidade política, liderança social e capacidade de diálogo — como um diferencial estratégico. Mais do que uma figura decorativa, a vice passa a ser vista como coprotagonista do projeto de governo.

Nesse contexto, outros nomes começam a ser citados com mais frequência nos bastidores, como Cristiane Britto, reforçando a percepção de que o tabuleiro ainda está em aberto.

O que se desenha é um novo momento da política local: as vices deixam de ser apenas peças de equilíbrio partidário e passam a representar capital eleitoral, simbólico e estratégico. A leitura dos efeitos da última campanha é clara: quem errar na escolha pode comprometer todo o projeto.

O mercado político do DF entrou em fase de construção fina. E, ao que tudo indica, as vice-governadorias serão as cadeiras mais disputadas desta eleição.

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