Daniel Donizet diz ser alvo de armação política e cita tentativa de extorsão em caso que apura denúncias contra seu mandato

O deputado distrital Daniel Donizet (MDB) afirma estar sendo alvo de uma armação política com objetivo de desgastar sua imagem e fragilizar seu mandato. A declaração foi feita após o adiamento da análise do caso pelo Conselho de Ética da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF). Segundo o parlamentar, o atraso não altera o entendimento já manifestado por órgãos internos da Casa, que teriam recomendado o arquivamento das acusações por falta de provas.

De acordo com Donizet, tanto a Procuradoria quanto a Corregedoria da CLDF teriam concluído que não há elementos suficientes para sustentar as denúncias.

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Acusadores e suspeita de extorsão

O deputado também contesta a credibilidade de seu principal acusador, Ronnie Peterson, que está preso no âmbito de outras investigações. Para Donizet, esse fato reforça a inconsistência das acusações apresentadas contra ele.

Além disso, o parlamentar afirma ter sido alvo de uma tentativa de extorsão atribuída a Ítalo da Silva Miranda. Segundo Donizet, Ítalo teria exigido dois cargos públicos — um para Fabrícia e outro para Jéssica, apresentadas como supostas vítimas — além do pagamento de R$ 150 mil. Em troca, ele teria prometido “alterar a versão” das denúncias feitas pelas duas mulheres.

Contradições e uso político do caso

Donizet também contesta informações envolvendo uma terceira mulher citada no caso, identificada como Mirtes. O deputado afirma que ela nunca integrou seu gabinete ou ocupou qualquer função na CLDF nem mesmo esteve em seu gabinete, informação esta comprovada conforme documentos oficiais. Segundo o parlamentar a denúnciante já  foi indiciada por falsa comunicação de crime.

 

Conforme documento da Polícia Civil do Distrito Federal indicam que Mirtes não usou o termo “teste do sofá” em depoimentos oficiais. A expressão, no entanto, foi mencionada publicamente por uma parlamentar adversária de Donizet, o que, segundo ele, demonstra uso político da acusação. Fontes ligadas à investigação teriam confirmado que o jargão não aparece em nenhum dos depoimentos colhidos.

 “Construção política”

Para Donizet, a soma desses elementos — a prisão de um dos acusadores, a suposta tentativa de extorsão e as inconsistências nos testemunhos — indica que ele estaria sendo alvo de uma conspiração politica com o objetivo de prejudicá-lo e abrir espaço para seu suplente.

A investigação segue suspensas no Conselho de Ética da Câmara Legislativa.

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