Águas Claras define condicionante para novo empreendimento

Águas Claras define condicionante para novo empreendimento

Moradores apresentaram propostas, como a recuperação do córrego Águas Claras e o apoio ao projeto de hortas comunitárias. Empresa de consultoria analisará e definirá quais ações serão implementadas


“Abrimos as portas para a comunidade e recebemos contribuições muito qualificadas, de forma a fazermos um diagnóstico verdadeiro, que traz benefícios bem específicos para as pessoas afetadas pelo impacto ambiental do empreendimento”Marcus Paredes, chefe da Unidade de Educação Ambiental do Brasília Ambiental

Uma participação qualificada. É assim que a Unidade de Educação Ambiental do Instituto Brasília Ambiental classificou o resultado dos encontros virtual e presencial feitos com a comunidade de Águas Claras para o desenvolvimento do Diagnóstico Socioambiental Participativo (DSP) do parcelamento de solo relativo ao condomínio Reserva Parque Clube. A iniciativa faz parte do Programa de Educação Ambiental (PEA), uma condicionante para obtenção de licenciamento do empreendimento. O objetivo das reuniões foi fazer um levantamento das iniciativas relacionadas à educação ambiental já existentes, e também colher novas propostas demandadas pela comunidade.

O encontro presencial ocorreu no último sábado (30), no Centro de Referência em Educação Ambiental do Parque Ecológico de Águas Claras, e contou com a participação de moradores locais, inclusive de alguns que atuam como voluntários na unidade de conservação. O levantamento de propostas de educação ambiental foi antecedido da apresentação do Reserva Parque e seus impactos ambientais na região, feita pela consultoria Ecotech Engenharia, Tecnologia Ambiental e Consultoria Ltda, contratada pela Direcional Engenharia, empresa responsável pelo empreendimento.

Consultoria do empreendimento explicou à comunidade os impactos ambientais da construção em Águas Claras | Foto: Divulgação/Brasília Ambiental

Entre as várias propostas apresentadas pela comunidade estão: solicitações referentes ao viveiro de mudas do parque, contratação de projetista para elaborar projeto de recuperação do córrego Águas Claras, apoio ao projeto de hortas comunitárias, apoio à revitalização das praças existentes na região administrativa, implantação de horta comunitária e composteira na sede da Apae local, entre outras.

O chefe da Unidade de Educação Ambiental do Brasília Ambiental (Educ), Marcus Paredes, destaca que o instituto está cumprindo seu papel por meio da área de licenciamento e de educação ambiental. “Abrimos as portas para a comunidade e recebemos contribuições muito qualificadas, de forma a fazermos um diagnóstico verdadeiro, que traz benefícios bem específicos para as pessoas afetadas pelo impacto ambiental do empreendimento. Ficamos muito felizes em ter a comunidade participando junto com o governo, via Brasília Ambiental, de tomadas de decisão na área de educação ambiental”.

A partir de agora, as sugestões colhidas serão sistematizadas pela Ecotech e apresentadas em forma de programa de educação ambiental à Educ, que analisará e definirá quais ações serão implementadas. Na sequência, a consultoria ficará responsável pela implantação com a supervisão da Educ.

Os PEAs se tornaram condicionantes para a obtenção do licenciamento ambiental, por empreendimentos, tanto da iniciativa pública quanto da privada, a partir da Instrução Normativa nº 58 de 2013.

Da Redacao

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