UNIVERSOS AUDITÁVEIS

UNIVERSOS AUDITÁVEIS
José Carlos Gentilli – Escritor, Membro da Academia de Letras de Brasília, da Academia Brasileira de Filologia e da Academia das Ciências de Lisboa

Eventos de Ruptura de Maré − Tidal Disruption Event − TDE. 

Visão sideral de um buraco-negro a engolir uma estrela. (imagem: Mark A. Garlick)

Quem audita quem e o quê em nosso universo galáctico de entidades supremas, siderais,  espiraladas, rumo aos buracos-negros, que engolem votos, verdades e inverdades, fraudes, auditorias,  relatórios, urnas e seus fantásticos algoritmos, à mercê da inteligência artificial, desenvolvida, paralela e  criminosamente, por hackers de plantão no orbe, a desejar a ruptura dos meandros secretos, guardados  por um grupo de defensores, ditos incorruptíveis, secretos e intransponíveis, inalcançáveis em suas  verdades e responsabilidades cívico-funcionais, como fossem duendes imortais, acima do Bem e do  Mal? 

Quem é esta falsa elite de trêfegos, que trafega aparentemente incólume, a impingir suas veleidades,  apontadas por Orígenes de Alexandria, in Contra Celso, como fossem exegetas únicos do universo da  escrita e do pensamento universal? 

As alegorias de Orígenes, historicamente, registram: “Ouro para um rei; incenso para Deus; e  mirra para um mortal.” (Katá Celsou-1.60). 

Vê-se que esta plêiade de anômalos mequetrefes imaginam-se incensados como deuses no Olimpo  da Criação! 

Quem afere o incognoscível? Quem mensura o incomensurável? Como se chama esse Deus  Onipotente, que não transparece em seus erros e acertos, a feitio de um avatar funcional, insubmisso  à verdade?  

Um dia qualquer da eternidade um buraco-negro, – criação de um astrônomo racista de plantão,  – engolirá a estrela da Inverdade, que se situa na Constelação de Apus (ave-do-paraíso), do hemisfério  sul, engolfando os bunkers aparentemente indevassáveis dos recantos oficiais. 

As bolhas mentais são formadas por nossos pensamentos! São nossas ilusões! 

Todavia, as ilusões são os últimos alentos espirituais a deixarem os corpos putrefatos, abandonados  pela memória da insanidade, a reger os ciclos vivenciais. 

As mortes são inexoráveis e as vidas meros relâmpagos nos céus da existência humana. O hoje,  o ontem e o amanhã são ritos de passagem telúrica, que se esvaem pelos meandros das calendas  romanas.  

O caos apocalíptico e seus cavaleiros, sem data prevista, conforme antevisão profética, bíblica,  inserta no Livro da Revelação, enunciado pelo Apóstolo João, vem a cavalo, céleres, vestindo a  roupagem da peste, da guerra, da fome e da morte, que se avizinham num tropel irreversível e ruidoso,  implacável. 

São verdadeiros auditores independentes, seres externos, angélicos, profissionais, que realizam  auditorias cíclicas, mundiais, civilizatórias, extirpando do planeta aqueles que se acreditam  inalcançáveis a subjugar os povos com seus falsos poderes, a vestirem as roupas negras e esvoaçantes  da morte e da ignomínia. 

O supremo é uma fantasia do caos! 

-Os cavaleiros do apocalipse, 1499, Albrecht 

Dürer [1471-1528].

Da Redacao

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