LONGEVIDADE

LONGEVIDADE
José Carlos Gentilli – Escritor, Membro da Academia de Letras de Brasília, da Academia Brasileira de Filologia e da Academia das Ciências de Lisboa

Jeanne Calment, natural de Arles, França, aos 20anos de vida, falecendo em 1997.

Esta jovem francesa de Arles, do norte da França, que chegou a conviver com Vincent  van Gogh, alcançou a idade de 122 anos, tendo participado de um filme intitulado  Vincent e moi.  

A longevidade sempre foi motivo de permanentes buscas civilizacionais, mormente  entre os alquimistas, que imaginavam ser o elixir da longa vida – dito Elixir da  Imortalidade, a panaceia universal, curativo de todas as mazelas do corpo humano, a  prolongar a vida de forma indefinida. 

Os povos mexicanos já ingeriam el elixir de los dioses, chamado de Mezcal, que 

era aromatizado com quassia, carqueja, hibisco, camomila, quina, jurubeba, chapéu de  couro, espinheira santa, ipê roxo, berinjela, losna e salsaparrilha, verdadeira infusão  divinal. 

Alessandro Cagliostro (1743-1795), alquimista, curandeiro, maçom, ocultista  tornou-se figura ímpar, icônica, na Itália, com fama de possuidor de poderes  sobrenaturais, embora tenha falecido com 53 anos de vida, ao contrário de Matusalém,  figura bíblica, avô de Noé, que teria vivido 969 anos, vindo a tornar-se o homem mais  longevo.  

Verdade ou fantasias bíblicas, em Gênesis, narrativas épicas, transmutadas em  “verdades religiosas”, movidas pelo poder dos reis, dos copistas em monastérios, a  serviço de interesses clericais, visionários, a mercê das lendas e tradições, alterativas em  razão da vigência do aramaico, do grego, do latim e de tantas outras línguas translativas  de verossimilhanças da comunicação humana.  

Verdadeira Torre de Babel! 

Atualmente, a inteligência artificial desenvolve estudos para os seres humanos  alcançarem patamares de longevidade, alterando o mecanismo neural e substituição  genética dos componentes corpóreos numa verdadeira e fantasmagórica modificação  humanoide. 

Entrementes, os dirigentes dos impérios nacionais do orbe, em pleno século XXI,  depois do avatar Jesus Cristo, ou seja d.C., devem recordar, sempre, a bem da verdade,  que a civilização chinesa nasceu há 5.800 anos, a vivenciar o ano do Boi de Metal, que  foi até 31 de janeiro de 2022. 

Lamentavelmente, os homens ainda não se conscientizaram em viver em paz,  limitados pelas guerras e sandices comportamentais, voltadas para a indefectível visão  do poder, mola mestra da aura sacra fames.  

Ainda querem viver no mundo sideral, em buscas de novos lares galácticos. Pobre ser humano… 

* José Carlos Gentili, um eterno aprendiz.

Da Redacao

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