Mais três Centros Olímpicos voltam a funcionar 100%

Mais três Centros Olímpicos voltam a funcionar 100%

Aos poucos, atividades nos espaços retornam ao normal. A novidade é a inclusão do futebol feminino na grade de todas a unidades em 2022

Os Centros Olímpicos e Paralímpicos (COPs) de Samambaia, Riacho Fundo e São Sebastião voltaram a funcionar com 100% da capacidade desde a última terça-feira (18). Agora são nove espaços como esses em plena atividade no DF. Eles se juntam às sedes de Brazlândia, Estrutural, Recanto das Emas, Santa Maria, Gama e Planaltina, que estão operando normalmente desde o ano passado.

Para que o funcionamento dos espaços fosse garantido com segurança, medidas preventivas foram adotadas, como os alertas quanto ao distanciamento, uso de álcool gel e de máscara | Fotos: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

A expectativa é de que, nos próximos meses, os COPs de Ceilândia (Setor O e Parque da Vaquejada) e o de Sobradinho adotem o mesmo modelo, sendo oferecidas 62 mil vagas nos 12 locais. A novidade é a inclusão do futebol feminino na grade de todas essas unidades em 2022.

“Os centros desempenham papel fundamental ao se destacar como um espaço central de acolhimento e desenvolvimento de variadas práticas esportivas”Giselle Ferreira, secretária de Esporte e Lazer

“Estamos muito contentes com o retorno das aulas presenciais em mais três COPs. Desde o ano passado, o nosso time vem trabalhando para garantir mais saúde e qualidade de vida a todos os moradores do DF”, comenta a secretária de Esporte e Lazer, Giselle Ferreira.

Ela acrescenta que, nesse sentido, “os centros desempenham papel fundamental ao se destacar como um espaço central de acolhimento e desenvolvimento de variadas práticas esportivas, mostrando-se ainda melhores que antes da pandemia”.

Com capacidade para atender 6.700 pessoas, tendo 1.700 alunos matriculados para este ano de 2022, a unidade de São Sebastião, localizada na quadra 2 do Bairro São Bartolomeu, aos poucos vai retornando ao ritmo normal. Para que o funcionamento do espaço fosse garantido com segurança, várias medidas preventivas foram adotadas.

A mais visível delas são os inúmeros avisos de alerta quanto às regras como distanciamento, uso de álcool gel e, claro, uso obrigatório de máscara durante todas as atividades. Dispensers de álcool foram espalhados em pontos estratégicos.

Jéssica Chaves Pereira não via a hora de os filhos Felipe, 5 anos, e Marina, 10, retomarem as atividades no COP de São Sebastião. Ele faz natação e ela, tênis, tendo como instrutor o professor José Estevam, com eles na foto

“São medidas importantes e devem ser respeitadas para a segurança de todo mundo. Todos os alunos fazem aula com máscara, sendo que em algumas áreas conseguimos trabalhar sem máscara, respeitando o distanciamento social”, comenta Rafael Lins Martins, diretor do COP de São Sebastião.

“Esse retorno é importante porque a gente incentiva os jovens e as pessoas de todas as idades a fazer esporte. Tiramos elas das ruas, do celular, melhorando o processo cognitivo, a coordenação motora, o desenvolvimento psicossocial”, afirma a pedagoga do espaço, Vanessa Barbosa.

“Ele estava muito ansioso em casa, preso ao celular, com vontade de voltar ao convívio social. Deu certo”Karina Amaral, mãe de Ricardo Washington, de 7 anos

Pais e filhos

Há dois anos moradora de São Sebastião, a dona de casa Karina Amaral, 42 anos, conta que o filho de 7 anos, Ricardo Washington, começou a fazer aulas de natação no Sesc de Taguatinga, onde morava. Teve de interromper as atividades esportivas por conta da pandemia.

Na nova RA, soube da volta das aulas presenciais no COP da cidade e não perdeu tempo. “Ele estava muito ansioso em casa, preso ao celular, com vontade de voltar ao convívio social. Deu certo”, conta. “É bem legal voltar a nadar, mas tenho que melhorar, só fico em terceiro lugar”, se cobra o jovem nadador.

Mãe dos pequenos Felipe e Marina, a empresária Jéssica Chaves Pereira, 43 anos, também não via a hora de retornar com as atividades esportivas dos filhos no COP de São Sebastião. O caçula, de 5 anos, faz natação; a mais velha, de 10, faz tênis, modalidade que é novidade no espaço.

62 milé o total de vagas oferecidas nas 12 unidades dos COPs

“Por conta da pandemia, eles estavam bem sedentários e angustiados em casa. Superimportante a volta das atividades presenciais aqui no centro”, agradece. “Estou bem animada, acredito que aprender tênis é divertido e fazer esporte é importante”, defende.

Ao todo, 24 modalidades esportivas são oferecidas para a comunidade de São Sebastião, dez delas dedicadas às pessoas com deficiência física, como estimulação global I e II, goalball, parabadminton e programa de inclusão. “Temos um trabalho muito bonito dedicado a esse público no nosso espaço”, comenta o diretor Rafael Martins.

Outra que está animada com o retorno das aulas presenciais no COP de São Sebastião é a gerente de vendas Ana Lúcia Dias, 58 anos, que pratica pilates no espaço. Estava cansada de ficar em casa. “Estar aqui representa qualidade de vida e, para mim, fazer essas atividades é importante porque tenho problemas na coluna e no joelho. Ajuda muito”, diz. “Além do mais, os professores são bem-preparados e atenciosos”, elogia.

Serviço

Com a informatização de todos os centros e a compra de 80 computadores, com wi-fi em todas as unidades, ficou mais fácil fazer a matrícula nos COPs do DF. Antes, o processo era todo manual.

Os interessados devem passar pela seguintes etapas: cadastro de inscrição no sistema Sigecop – no site da Secretaria de Esporte e Lazer -, análise das informações apresentadas pelo aluno, convocação para a apresentação da documentação nas unidades dos COPs, análise documental, divulgação da lista provisória dos alunos no site da secretaria, fase recursal quanto à primeira lista, e divulgação do julgamento dos recursos e da lista definitiva.

“Antes, só dois centros tinham internet. Agora, colocamos rede de fibra em todas as unidades olímpicas e cada espaço recebeu cinco computadores novos, o que vai facilitar no processo de matrícula, que agora é online”, avalia a secretária Giselle Ferreira.

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Da Redacao

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