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O deputado distrital Chico Vigilante (PT) enviou um ofício à Secretaria de Saúde do Distrito Federal divulgando denúncia feita por médicos que atuaram na linha de frente de combate à Covid-19 nos hospitais de campanha do DF, contratados pelas prestadoras de serviços Mediall Brasil e Associação Saude em Movimento – ASM. Eles estão com seus salários atrasados e contaram ao parlamentar que o argumento apresentado pelas duas empresas é que não puderam efetuar os pagamentos porque não receberam até hoje todos os repasses do Governo do DF (GDF). “É muito sério isso. Esses profissionais atuam na linha de ponta do combate à covid e estão recebendo um verdadeiro calote”, criticou.

“Na condição de deputado Distrital no exercício regular do mandato, levo ao conhecimento de todos a íntegra de denúncia recebida em meu gabinete e solicito especial e urgente atuação do Governo no sentido de adotar providências para saná-la o mais rapidamente possível”, destacou também Vigilante.

O grupo que fez a denúncia, representado pela médica Cardiane Braga, relatou que é formado por mais de 50 médicos e todos se encontram nas mesmas condições. “Começamos trabalhando nos hospitais de campanha do Hospital de Base, Hospital de Santa Maria e no Hospital da Polícia Militar. Os últimos pagamentos não foram repassados aos médicos, especificamente os meses de maio e junho de 2021”, disse ela.

Segundo relataram os médicos, sempre que questionada, a empresa ASM justifica que não recebeu por parte da Secretaria de Saúde do DF por todos o serviço prestados. Motivo pelo qual, não tem como fazer os repasses para os médicos. Esses profissionais afirmaram, ainda que durante a fase final do contrato da ASM com a Secretaria de Saúde, novos hospitais de campanha foram criados, desta vez com a administração da empresa Medial, sendo estes, o Hospital de Campanha da Ceilândia, e os que foram montados no Autódromo e no Estádio Bezerrão.

Como os dois últimos já fecharam, a empresa administra hoje apenas o hospital de campanha do Hospital das Forças Armadas. Mas após o fechamento desses outros hospitais de campanhas no mês de dezembro, mais uma vez, os últimos salários não foram pagos, especificamente os de novembro e dezembro de 2021.

“Deixamos aqui nosso questionamento: como continuar trabalhando na linha de frente contra a Covid-19, se os nossos serviços prestados não estão sendo honrados?”, perguntaram os médicos. “São profissionais sérios, que ajudaram e ajudam a população. E que estão passando por sérias dificuldades financeiras em razão do não recebimento dos seus salários”, afirmou Vigilante, pedindo imediatas providências ao GDF.

Da Redacao

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