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Não está nada fácil para os deputados distritais conseguirem encontrar legendas que facilitem suas reeleições. Tem partido que já dispensou parlamentar, como o caso do PROS, que liberou o deputado distrital Fernando Fernandes. A dificuldade em encontrar pré-candidatos que queiram disputar com quem já tem voto comprovado na urna somado com a estrutura do mandato não tem ajudado.

Corte baixo

Segundo Fernando Fernandes o PROS não o expulsou por ele não ter nenhuma falta grave que pudesse dar sequência em um processo de expulsão. O argumento foi que ele seria campeão de votos. Segundo Fernando Fernandes, o “presidente do PROS-DF Virgílio Neto estaria fazendo uma nominata com corte máximo de até 6.500 votos”. Dessa forma, não expulso, Fernando foi liberado do partido.

Escada

Um dirigente partidário relatou para a Coluna do Gianelli que não tem mais bobo. Quem quer ser candidato tem avaliado bem onde entrar. Tem avaliado seu peso e o peso dos demais que compõem a legenda. Ninguém quer mais ser candidato para eleger terceiros.

Terceiros

Por falar em terceiros, quem sempre teve voto suficiente para ser eleito e sempre bateu na trave é o Guarda Janio, que finalmente teve a oportunidade de assumir o mandato, mesmo como suplente. Nos corredores da Câmara Legislativa, dizem que Janio tem a menor estrutura da história da Casa. Quem tem esperança em ser nomeado por ele, pode começar a trabalhar para a próxima campanha, que neste mandato não vai dar.

Legenda

Em relação as legendas que comportem os deputados distritais com mandato. Outro dirigente partidário relatou que se o distrital quiser, terá que ser candidato a deputado federal. Distrital com votação acima de 20 mil, não tem mais vez ou no mínimo está tendo dificuldade em se enquadrar numa legenda competitiva, para eles e os demais.

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Casa nova

Quem deve trocar de partido é a deputada distrital Jaqueline Silva. O motivo são os desentendimentos com os novos dirigentes partidários. Fadi Faraj, atual presidente do PTB-DF disse que a distrital não está alinhada com o perfil conservador que o PTB nacional deseja. “Jaqueline é uma pessoa que gostamos mas não concordamos com as suas atitudes”, disse Fadi em entrevista ao Conectado ao Poder da rádio Metrópoles.

Movimentando

Eliana Pedrosa volta à cena política de forma discreta. Um almoço aqui, um café ali, no meio disso uma reunião com um grupo de mulheres. O foco é a Câmara Federal, inclusive, dito publicamente.

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Indefinido

“Estamos analisando as propostas que chegam. Estamos conversando e a intenção é montar um grupo. O momento é de escutar as propostas. A intenção inicial é a Câmara Federal mas o martelo não pode ser batido agora porque chegam propostas e amigos a todo momento. Escutar é o mantra do momento. Vamos também analisar o impacto da reforma política que virá, para traçar estratégias”, disse Eliana a Coluna do Gianelli.

Azedou

Nas eleição de 2014, Eliana Pedrosa foi candidata a deputada federal e seu sobrinho Eduardo Pedrosa a deputado distrital. Nenhum dos dois foram eleitos. Eliana foi a segunda mais votada para a Câmara Legislativa em 2010 com 35.387 votos. Candidatos que estavam no mesmo partido que Eliana em 2014, atribuem a candidatura de Eduardo o peso da derrota de Eliana.

Dobradinha 1

Será que em 2022 essa dobradinha vai dar certo? Eduardo foi eleito em 2018 e faz um bom mandato, discreto, mas assertivo. Vindo ambos, mesmo que concorrendo em cargos diferentes, as parcerias com outros candidatos tendem a minguar, exceto se a moeda de troca for ajuda financeira.

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Dobradinha 2

Quem também deve embarcar em dobradinha familiar é o senador Izalci, que é pré candidato ao Governo do Distrito Federal e deverá lançar o filho Sérgio Izalci a Câmara dos Deputados. Será que dá pra convencer outros candidatos que tem espaço pra todo mundo?

Dobradinha 3

A família Faraj também virá com outra dobradinha. Em 2018, Sandra Faraj, então deputada distrital tentou a reeleição sem sucesso e seu irmão Fadi Faraj se candidatou ao senado. Em 2022, a dobradinha deve continuar, mas em cargos diferentes. Até que ponto essas dobradinhas familiares devem dar certo no DF? 2022 deverá responder, vamos aguardar.

Treta

Essa semana dirigentes do PTB e do PSL se uniram e criaram uma Via Conservadora. O problema é que o PTB não deve seguir com o governador Ibaneis e o PSL tem algumas pessoas ligadas ao governador. Haverá liberdade de apoio no PSL ou teremos traições no DF em nome do presidente Bolsonaro? Calma, tem outra possibilidade, todos juntos e misturados com Ibaneis sendo o candidato bolsonarista. Aguardar pra ver!

Federal da educação 1

Quem está com pinta de deputado federal é o professor Reginaldo Veras. No ápice do seu segundo mandato, o distrital deve tentar uma das cadeiras da Câmara dos Deputados. Em suas redes sociais o deputado tem feito conversas com pré-candidatos a distrital com votações importantes. Será que tem time novo sendo formado?

Federal da educação 2

Quem atualmente representa a educação na Câmara Federal é o deputado professor Israel. Será que tem espaço para dois federais do mesmo seguimento? E se Cristovam Buarque decidir concorrer a uma das cadeiras da Câmara? Vai ser preciso muita conversa pra ajustar esse segmento. Pelo menos os nomes são bons.

* Sandro Gianelli é Consultor em Marketing Político, jornalista e radialista. Escreve a Coluna do Gianelli aos sábados no Portal Conectado ao Poder.