Por Cesario Campelo Braga

Em minha última passagem por Feijó, visitei alguns amigos da Companhia de Armazéns Gerais e Entreposto do Acre (Cageacre), fiquei feliz em ver meus companheiros, mas, triste com a situação do setor produtivo no governo Gladson Cameli. No galpão havia máquinas paradas, caminhão parado, insumos agrícolas parados, ou seja, um governo parado. E o pior, servidores de carreira experientes do Estado se sentindo impotentes e sendo obrigados a estarem parados.

Desde que iniciou a campanha, em 2018, detalhadamente em seu Plano de Governo e durante o exercício do mandato, Gladson Cameli tem pregado que o agronegócio seria salvação para a economia do estado, na prática essa história de investir no agronegócio não passa de mais uma falácia do governador, que tem se valido de fotos e números das lavouras de grandes empresários do setor agrícola que já existem há anos e que sobrevivem e crescem independente do governo.

Enquanto isso, na Secretaria Estadual de Produção o que tem prevalecido é a inércia, inoperância e incompetência. O governador já mudou três vezes o secretário e às promessas de campanha de levar assistência técnica aos produtores, capacitação profissional rural de renovar o quadro de profissionais rurais do estado, de otimização da unidade produtiva rural, o programa Gado leiteiro/ balde cheio, fruticultura, horticultura irrigada, e as promessas de instalação de agroindústrias, processadora de grãos e de amido de mandioca no vale do Juruá, que constam no plano de governo, nunca saíram do papel.

O que se vê em todos os municípios são escritórios da SEPA, alguns até fechados, que funcionam apenas como cabides de empregos para comissionados. Enquanto isso técnicos qualificados dos quadros do Estado têm sido subutilizados, equipamentos da secretaria e máquinas agrícolas que foram recolhidos dos escritórios no interior estão virando sucata em Rio Branco, implementos agrícolas estão estragando nos galpões e programas simples como; emissão de DAPs, mecanização agrícola para pequenos produtores e transporte da produção, não são realizados ou mesmo funcionam de forma muito deficitária.

Infelizmente, Gladson fracassou na estratégia de fortalecer a produção rural no Acre, pois abandonou o pequeno produtor e não percebeu que o agronegócio, que é operado por grandes empresários do setor, sobrevive sem os investimentos do governo, nossos trabalhadores e trabalhadoras rurais não! Não adianta comemorar a safra de grãos se o pequeno trabalhador rural está abandonado.