Nesta quarta-feira (12/5), policiais civis da Delegacia Especial de Repressão aos Crimes
Cibernéticos – DRCC/PCDF – deflagraram a Operação Testa de Ferro (fase 2), em desfavor de
suspeitos que faziam transações bancárias fraudulentas.


A investigação é consequência de uma série de outras apurações de fraudes bancárias
que culminaram na identificação de uma Organização Criminosa, especializada na lavagem de
valores (art. 1º da Lei nº 9.613/98), obtidos por meio da prática de crimes de furto mediante
fraude (art. 155, § 4º, inciso II e IV, do CPB).


A organização criminosa tem como modus operandi o acesso à conta bancária das
vítimas, e efetivação de diversas transações bancárias para incrementar o saldo, sendo os
valores transferidos seguidamente a contas de passagem, para posteriores saques e/ou
simulações de compras, fato que ocultava e dissimulava a natureza, origem e localização dos
valores.


Na primeira fase da operação, deflagrada em 4 de maio de 2020, os Agentes cumpriram
os mandados de busca e apreensão e prisão temporária em endereços localizados região
administrativa do Riacho Fundo/DF e Samambaia/DF. À época, o prejuízo com os golpes chegava
a mais de 800 mil reais. Na ocasião, seis suspeitos foram denunciados pelo Ministério Público
do Distrito Federal e Territórios.


Nesta segunda fase, os investigadores apuraram que o prejuízo é de aproximadamente
três milhões de reais. Após autorização judicial, os policiais cumpriram 35 mandados judiciais,
sendo 18 mandados de busca e apreensão (15 no Distrito Federal e três em Goiás) e 17
mandados de prisão preventiva.


A operação desta quarta-feira foi coordenada pela DRCC e contou com o apoio da Divisão
de Operações Especiais (DOE) e da Divisão de Operações Aéreas (DOA).


O nome da operação “Testa de Ferro” faz referência à expressão que se refere a alguém
que se apresenta em nome de outra pessoa, de alguma organização ou ideia que não é de sua
própria autoria, mas que apresenta ser.