Iniciado no início do mês de abril, o Hospital Acoplado de Samambaia será entregue para a população em pouco mais de 30 dias. Os recursos para a construção vieram da iniciativa privada e foi arrecadado por meio do comitê Todos Contra o Covid, coordenador pelo vice-governador Paco Britto. Com cerca de 1,5 mil metros quadrados de área construída, as obras seguem em ritmo adiantado. Mais de 60% da construção já está pronta.
De acordo com Paco, serão 98 leitos de enfermaria e mais quatro de isolamento, totalizando 102 leitos. A construção é feita no sistema modular e dos 62 módulos previstos na obra – 31 por andar -, mais da metade já está em fase de acabamento interno, recebendo gesso, pintura, instalação elétrica e piso vinílico.


“Ter a ajuda de empresários neste momento é muito importante e mostra que todos estão enxergando as dificuldades e a necessidade de união neste momento”, enfatizou Paco. De acordo com o vice-governador, poder oferecer leitos para a população quando o mais importante é salvar vidas deixa o GDF confortável, mesmo diante da grave crise sanitária que o mundo atravessa. “O Governo Ibaneis nunca se furtou de suas responsabilidade e temos trabalhado, diuturnamente, para garantir a vida da população e também a dos empresários, que fazem a economia girar. Não está sendo fácil, mas a cada conquista, como esta, do acoplado em Samambaia, nos fortalecemos”, completou.


Ao todo, 150 homens trabalham na obra, diariamente, que está sendo feita na área onde funcionava o estacionamento do Hospital Regional de Samambaia (HrSam). Um corredor vai interligar os dois prédios. “Como trata-se de uma obra definitiva, o acoplado de Samambaia ficará como um legado à população da cidade e de todo o Distrito Federal”, enfatizou o vice-governador.


Inicialmente, o acoplado será usado para atender às vítimas de Covid-19, com o fim do período mais crítico da pandemia, as instalações serão uma ampliação do HrSam que serão usadas para atendimento de outras especialidades. Assim como o que já é feito no Hospital Acoplado de Ceilândia – atualmente com atendimento a pacientes com Covid-19, mas já preparado para se tornar a nova ala de clínica médica do Hospital Regional de Ceilândia (HRC).

Recursos privados – Sem uso de recursos do Governo do Distrito federal (GDF), a ampliação do HrSam, ou acoplado, está sendo construído apenas com dinheiro vindo de doações. A maior parte saiu do comitê Todos Contra o Covid, coordenado pelo vice-governador Paco Britto, que garantiu, com empresários locais e nacionais, o montante de mais de R$ 7 milhões para a construção do novo hospital. Outros R$ 3 milhões vieram do Instituto BRB.


Modular – A ampliação do HrSam é toda construído por meio do sistema modular, por ser mais rápido. Enquanto uma construção normal levaria mais de 6 meses para ficar pronta, a modular não passa de 45 dias. “Este é o grande diferencial deste tipo de construção. Não adiantaria construir um hospital nos moldes antigos da engenharia, pois quando ficasse pronto, não atenderia de imediato a população. O sistema modular garante isso, a agilidade em momentos como este, que o maior foco é salvar vidas, garantir atendimento à população”, explicou o engenheiro responsável pela obra – tocada pela empresa Brasil ao Cubo, Bruno Bertan.