Por Josiel Ferreira 

Autonomia, gestão compartilhada e expansão das atividades. Essas são algumas das prioridades de José Aparecido, candidato a presidência da Fecomércio

Descentralização da diretoria e atuação mais próxima aos comerciários, estão entre as propostas de José Aparecido da Costa Freire, candidato à presidência da Federação do Comércio do Distrito Federal (Fecomércio-DF). Aparecido também defende uma atuação direta nas Administrações Regionais e cidades satélites.

Dono de um excelente currículo, José Aparecido afirma estar preparado para substituir o saudoso Chico Maia. Sua trajetória profissional no sistema Fecomércio-Sesc-Senac iniciou como empresário, presidiu o sindicato, ingressou no Sistema Federativo, Fecomércio-DF, Confederação Nacional do Comércio (CNC) e no Conselho Nacional do Sesc e Senac. “Comandar a Fecomércio-DF é o que falta para completar o meu ciclo no Sistema Federativo. Seria um prêmio, após tantos anos de luta e trabalho”, frisou ele.

“É importante ressaltar alguns pontos: nunca tive emprego em nenhum dos braços do Sistema Fecomércio, não me beneficiei dos cargos que ocupei, afinal eticamente e legalmente, não é permitido isso. Atuei com transparência e legalidade”, enfatizou Aparecido.

O candidato conta que é perseguido pela outra chapa, encabeçada por Ovídio Maia, inclusive com uma tentativa de impugnação de sua candidatura. José afirmou que está determinado a vencer e fará sua campanha de forma limpa e transparente.

Autonomia e valorização de diretores

Valorizar e estimular ações da diretoria da Fecomércio-DF e dos conselheiros do Sesc e do Senac, estão entre suas prioridades. A diretoria também poderá representar a Fecomércio-DF nas cidades satélites. “Temos 29 diretores que muitas vezes ficam sem função, quero descentralizar as atividades para que todo o DF seja atendido e nossa diretoria possa, de fato, contribuir”, reforça Aparecido.

Para justificar a mudança de estratégia, Aparecido conta que, hoje, os diretores, basicamente, participam de uma reunião mensal estatutária. Os conselheiros do Sesc e Senac da mesma forma. No caso dos conselheiros, quando os relatores fazem um relatório, conferência das contas e não são utilizados, não representam uma RA, e ficam reféns de um processo muito centralizado no Plano Piloto.

“A Fecomércio-DF não pode atuar apenas no Plano Piloto. Apesar do Sesc-Senac ter unidades nas satélites, os conselheiros que residem nessas cidades, não têm uma participação ativa, pois não têm autonomia. O Sesc tem um bom orçamento que pode ser utilizado para fazer um serviço social, voltado para o comerciário e população. A minha intenção é fazer uma administração histórica e compartilhada”, diz o candidato.

Impugnação

Questionado pelo Tudo OK Notícias, se respondia a processos, ele afirmou, com tranquilidade, ter dois processos em andamento que não foram julgados e não há motivos para tentativas de impugnação de sua candidatura.

“Esse processo que a CNC está usando para tentar impugnar a minha inscrição ao cargo de presidente, é um processo que ele foi julgado, preliminarmente, o Ministério Público mandou arquivar porque prescreveu. O processo fala que existia um conluio em uma licitação, isso nunca existiu. Tratava-se de um vendedor de balcão que atendia esse cliente, não sei nem onde era esse cliente, não conheço ninguém do órgão, mas era dono da empresa. Acabei sendo responsabilizado. Contratei advogado, me defendi e fui absolvido. O julgamento que teve do processo foi em preliminar para que ele fosse arquivado por prescrição, explica ele”

Perseguição

Tudo Ok Notícias indagou ao candidato se existe perseguição por parte da chapa encabeçada pelo presidente do Sindicato das Imobiliárias do DF, o empresário Ovídio Maia. No entendimento de Aparecido há uma espécie de perseguição porque tentaram por vias ilegais impugnar a candidatura. Ele reforça que todas as certidões negativas foram entregues.

Ao ser indagado se o processo de impugnação não deveria passar pelo Conselho da Fecomércio-DF, o representante das papelarias explicou que, “fizeram tudo a toque de caixa. Me causou muita tristeza, julgaram meu nome e sempre fui reconhecido que luta pelo setor, pelo Cartão Material Escolar, pelo setor produtivo, papel que a federação deve fazer”, diz ele.

“Ao invés de apresentarem propostas do que querem fazer, o que eles fizeram? Foram atrás de uma história que aconteceu há 23 anos para tentar impugnar minha candidatura. É um grupo administrado pelo atual diretor-regional do Sesc, afastado, Marcos Túlio Chapão”, conta Aparecido.

Sindicatos e empresários fortes

José Aparecido afirma que, se eleito presidente do sistema Fecomércio-DF, fará uma gestão coletiva. “Quero ser um presidente atuante. Vamos proteger todo o setor produtivo e fortalecermos a diretoria e os conselheiros. Tenho tempo disponível para administrar tanto a Federação com os dois braços que são o Sesc e Senac. Me sinto preparado, tecnicamente, falando. Conheço muito bem o sistema e tenho certeza absoluta de que será um ano e quatro meses para ficar na história da administração do Sistema Fecomércio-DF com a graça de Deus, é claro”, reforça o candidato.

Sindicatos receberão ajuda

Aparecido lembrou que se fala muito em ajudar o setor produtivo. No entanto, sem deixar de atentar para o fortalecimento dos sindicatos dentro da necessidade de cada um. É preciso atuar de forma individualizada, porque cada um tem a sua particularidade. “Eu conheço a realidade, afinal presido um sindicato. Conheço a realidade de cada um deles. E vou apoiá-los diretamente”, afirma.

José Aparecido enfatizou que trabalhará para retomar o entusiasmo e alegria em todo o sistema. “A maioria das pessoas estão tensionadas para trabalhar. Elas não têm tranquilidade e motivação, a alegria de trabalhar. Vou buscar essa tranquilidade no Sistema para que essas pessoas possam produzir o que elas têm vontade, têm capacidade. Isso é fácil, porque eu sou um gestor, sou coach, sei como fazer esse processo.  No início, eu pretendo fazer pessoalmente”, concluiu José Aparecido.

Perfil

José Aparecido é presidente do Sindicato das Papelarias e Livrarias do Distrito Federal, sendo o “pai” do Cartão Material Escolar, que começou em 2011 e 2019, recentemente virou Lei 6.273.

Aparecido também é vice-presidente da Federação do Comércio do Distrito Federal (Fecomércio-DF), conselheiro do SESC e SENAC do DF e do Conselho Nacional, desde 2004, ex-vogal da Junta Comercial, durante seis anos conselheiro do Tribunal Administrativo de Recursos Fiscais do DF, sendo dois anos desse total, vice-presidente do Tribunal e presidente da 2ª Câmara, conselheiro do Conselho Fiscal da Confederação Nacional do Comércio de 2014 a 2018; empresário do ramo de papelaria desde 1985.

Aparecido é pai, tem dois filhos, dois netos, e está há 21 anos do Sistema Fecomércio-DF, Sesc e Senac.