https://picasion.com/

A isenção da cobrança do PIS/Cofins sobre o preço do óleo diesel, que passou a valer nesta terça-feira (2) em todo o Brasil, não deve trazer um impacto imediato aos consumidores que pararem para abastecer com o combustível nos próximos diasPara encher o tanque de 400 litros de um caminhão com diesel hoje no Brasil, o gasto médio é de R$ 1.673,60. Caso a isenção seja integralmente repassada no preço da bomba, cairá a R$ 1.539,71, valor R$ 133,90 menor.

O presidente do Sincopetro (Sindicato Comércio Varejista Derivados Petróleo Estado São Paulo), José Alberto Gouveia, explica que o diesel zerado só chegará aos consumidores após a reposição dos estoques atuais das revendedoras. “Mercado é assim mesmo, leva de três a cinco dias para entrar no eixo”, afirma.

“Os revendedores têm que vender todo o estoque. Alguns postos têm o giro de um dia, dois dias, uma semana ou até 10 dias”, destaca o diretor executivo da Abrilivre (Associação Brasileira de Revendedores de Combustíveis Independentes e Livres), Rodrigo Zingales.

Ele conta que o sistema das distribuidoras também pode alegar a necessidade de repor a mercadoria em um primeiro momento. “Se o posto for comprar o combustível hoje, já vai pagar o valor com isenção do PIS/Cofins, mas nada garante que ele esteja pagando já com a isenção total”, avalia.

Menor imposto

O PIS/Cofins corresponde atualmente a 8% da composição do preço pago pelo diesel nos postos, valor que equivale a R$ 0,33 por litro do combustível no Brasil que custa, em média, R$ 4,184, segundo o levantamento mais recente da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), feito antes do último reajuste de 5% anunciado pela Petrobras.

O restante do valor pago pelo diesel nos postos é composto pela realização de lucros da Petrobras (51%), distribuição e revenda (14%), cobrança de ICMS pelos Estados (14%) e a adição de biodiesel na composição do combustível (13%).