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RAY CUNHA raycunha@gmail.com

RAY CUNHA, DE BRASÍLIA – Jorge Bessa, 66 anos, belenense, escritor, psicanalista, acupunturista formado em Medicina Tradicional Chinesa pela Escola Nacional de Acupuntura, graduado em Economia pela Universidade Federal do Pará, especialista em assuntos relacionados à atividade de inteligência e de planejamento estratégico, chefiou os Departamentos de Contra-Espionagem e de Contra-Terrorismo da antiga Secretaria de Inteligência da Presidência da República, atual Agência Brasileira de Inteligência (Abin), pesquisador de assuntos metafísicos e espiritualistas, tentando estabelecer pontes entre ciência e espiritualidade, autor de 18 livros, alguns relacionados à atividade de inteligência de estado e outros ligados às áreas de saúde mental, poliglota, incluindo-se aí o russo, após longa e intensa pesquisa, publicou, em 2020, um dos mais cirúrgicos mergulhos no ventre da besta: Marxismo: O Ópio dos Intelectoides Latino-Americanos (Thesaurus Editora/Tagore Editora, Brasília, 2020, 444 páginas).

Segundo ele, comunismo é o socialismo armado, até os dentes. Ou melhor, o estado armado, pois os trabalhadores ficam desarmados. Vários intelectuais embarcaram no comunismo, mas só continuaram inalando ópio os intelectoides.

O comunismo começou a desmoronar juntamente com do Muro de Berlim e a dissolução da União Soviética. O sonho que seduziu grande parte dos intelectuais do Ocidente virou pesadelo, o maior dos fracassos políticos da humanidade, levando consigo pelo menos uma centena de milhões de mortos diretos, a maioria pela fome. Contudo, os arautos do comunismo estão sempre de plantão, prontos para enganar, iludir, prometendo o paraíso na Terra e promovendo o terrorismo intelectual contra seus desafetos, pois só assim, como nuvem de gafanhotos, podem chegar às tetas do estado inchado.

No Brasil, os comunistas vêm tentando pousar desde o começo do século passado, mas foi a partir do Foro de São Paulo, do Partido dos Trabalhadores (PT) e de Luiz Inácio Lula da Silva que conseguiram dominar o país, mergulhando-o durante uma década e meia em uma bacanal de corrupção, com o furto de trilhões de reais da burra.

“Essa guerra eu já conheço. Como já expliquei em outras obras, fui um combatente na Guerra Fria, uma guerra ideológica em que os dirigentes de diversos países, conhecedores dos resultados de se provar dos frutos da Árvore da Ciência do Bem e do Mal, preferiram evitar essa nova queda do homem e se juntaram a combater esse mal, a doutrina marxista-leninista que emanava da então poderosa União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, que se autointitulava A Pátria Mãe do Comunismo e que se arvorou em ser a condutora de revoluções comunistas por todo o mundo” – diz Bessa.

“Não se sabe ao certo se o colapso do regime soviético se deu pela eficácia dos serviços de inteligência do Ocidente, pela debacle econômica ou pelo processo de autofagia interna que consumia a liderança daquele país. Aliás, justiça seja feita: os comunistas não devoram criancinhas; eles se devoram uns aos outros. O certo é que, ao final de 46 anos de Guerra Fria, os países capitalistas saíram vencedores, e parecia que o comunismo havia sido mortalmente ferido e perdido essa guerra.”

Bessa disseca o comunismo desde a sua origem, na Revolução Francesa, passando pela Revolução Comunista na Rússia e atravessando o período da Guerra Fria, até chegar ao Foro de São Paulo, “organização que pretende realizar na América Latina aquilo que fracassou no Leste Europeu: o comunismo transvestido em socialismo do século XXI, socialismo bolivarianista, socialismo moreno, neocomunismo ou simplesmente socialismo petista”.

“A exemplo da fênix grega, que ressurgia das próprias cinzas, ou da conhecida besta do apocalipse, que teve sua cabeça decepada e logo restaurada, o comunismo – que muito de seus defensores envergonhadamente preferem chamar simplesmente de socialismo, para se confundirem com os setores do socialismo não comunista revolucionário conhecido como Socialismo Fabiano – não morreu, como muitos pensam, e fincou suas garras em vários países, principalmente na América do Sul, onde seus adeptos modificam conceitos e ocultam intenções pouco democráticas para enganar os desavisados, utilizando-se, para isso, das armas que conhecem muito bem: a mentira, a hipocrisia, a subversão cultural, a distorção da realidade, tudo isso ampliado pelo poder hipnótico do marketing político, o ilusionismo que, sabiamente utilizado pelo magos da mentira, transformam mitômanos contumazes em gênios políticos, intoxicando o pensamento da nação e conquistando multidões de fanáticos.

“Muitos intelectuais, ou pseudointelectuais, a quem denomino de intelectoides, em seus sonhos e devaneios, alguns até movidos por bons e sinceros desejos de melhoria para a sociedade, estão sempre dispostos a seguir líderes espertalhões, egoístas e sedentos de poder, que prometem que finalmente vão executar suas velhas, surradas e já derrotadas utopias, pois a coisa mais fácil é manipular gente sonhadora, mas sem os pés fincados na realidade, e a quem o líder comunista Vladimir Lenin chamava de Idiotas Úteis.

“A grande massa da sociedade não sabe como é fácil empregar a hipnose coletiva, que hoje é realizada através da televisão e das redes sociais, e por meio dela conseguir dominá-la. Hitler fez isso com facilidade na Alemanha e levou seu país e seus compatriotas à destruição. Não sabe, também, como é fácil corromper a consciência e a alma dos políticos: o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seu ministro José Dirceu fizeram isso com grande maestria.

“Os esquerdistas de hoje têm vergonha de assumir que defendem o regime que mais matou na história da humanidade e o fazem ou por conveniência política, por falta de caráter, ou por serem avessos aos estudos, a exemplo de Lula, que reiteradamente declara ser avesso a qualquer estudo. Em um arroubo de franqueza, em 1981, um ano depois de ter criado o PT e quando participava de uma entrevista no programa Canal Livre, da TV Bandeirantes, respondendo a uma provocação do teatrólogo Flávio Rangel, que lhe perguntou: – Você não está estudando nada? Você sente necessidade de estudar? Lula respondeu: – Primeiro, eu acho que eu sou muito preguiçoso. Até pra (sic) ler eu sou preguiçoso. Eu não gosto de ler, eu tenho preguiça de ler. Pelo hábito, isso é questão de hábito. Tem companheiro que passa um dia lendo um livro. Eu não consigo.”

Alicerçada na experiência do autor na área da informação e contrainformação e em incansável pesquisa bibliográfica, Marxismo: O Ópio dos Intelectoides Latino-Americanos nasce clássico, um livro a ser indicado a todos os estudantes e professores de História, Política, Economia e Jornalismo.