RAY CUNHA raycunha@gmail.com

BRASÍLIA, 3 DE FEVEREIRO DE 2021 – A trama do romance ensaístico JAMBU (clubedeautores.com.br e amazon.com.br, 190 páginas), deste jornalista, desenrola-se durante o Festival de Gastronomia do Pará e Amapá, no monumental Hotel Caranã, em Macapá/AP, cidade situada na esquina do rio Amazonas com a Linha Imaginária do Equador.

Enquanto nos salões do Hotel Caranã são servidos pratos da mais saborosa culinária do planeta, a paraense, o oceanógrafo, arqueólogo, taxidermista e jornalista João do Bailique, editor da revista Trópico Úmido, e sua esposa, a chefe de cozinha e oceanógrafa Danielle Silvestre Castro, dona do Hotel Caranã, estão à caça do traficante de crianças e de grude de gurijuba Jules Adolphe Lunier.

João do Bailique trabalha uma edição especial sobre a Hileia, além de investigar o tráfico de crianças e mulheres para escravidão sexual, numa Amazônia completamente nua. E como a paisagem do romance é a Amazônia nua, seus mistérios vão se revelando, desde a trágica luta intestina entre colonos e colonizados aos tesouros sem preço que o Trópico Úmido guarda nas suas vísceras, um deles, a água. Um dos veios desse tesouro é o rio Hamza. Segue trecho de JAMBU.

“E tem o rio Hamza” – pensou Bailique. Esse rio subterrâneo foi descoberto pelo pesquisador Valiya Hamza, após análise de 241 poços de petróleo desativados da Petrobrás, perfurados entre 1970 e 1980, fruto do trabalho de doutorado da pesquisadora Elizabeth Tavares Pimentel, da Universidade Federal do Amazonas, coordenado por Hamza. O trabalho dá conta de que existe uma grande movimentação de água a 4 mil metros sob a superfície de oeste para leste sob a bacia do rio Solimões-Amazonas e a ilha de Marajó, desaguando no oceano Atlântico, sob a foz do rio Amazonas, com vazão de 3.090 metros cúbicos por segundo, 40 vezes menor que a do Amazonas.

“Não é um aquífero, que é uma reserva de água sem movimentação. Nós percebemos movimentação de água, ainda que lenta, pelos sedimentos. A velocidade de curso do Hamza é menor também, porque o fluxo de água tem que vencer as rochas existentes há 4 mil metros de profundidade. Enquanto o Amazonas corre a 2 metros por segundo, a velocidade do fluxo subterrâneo é de 100 metros por ano. Contudo, ainda vamos determinar a velocidade exata do curso da água” – afirmou Valiya Hamza ao jornal O Globo.

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