A primeira mulher Secretária de Esporte e Lazer do Distrito Federal, escolhida por Rollemberg, Leila Barros, hoje, senadora pelo DF – emitiu uma nota oficial, mas não explicou os desvios decorrentes da Operação Tie-break, nesta terça-feira (2) deflagrada pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF).

O Instituto Amigos do Vôlei (IAV), criado pela senadora Leila Barros e pela ex-jogadora Ricarda, está sendo investigado pela Polícia Civil (PCDF) – com objetivo de apurar desvios decorrentes na contratação de serviços no Centro Olímpico de Santa Maria/DF – através de licitação vinculada à Secretaria de Esportes do DF (Convênio 05/2012-SESP-DF), conforme PCDF.

Conforme Tribunal de Contas do DF e a PCDF – o contrato apontava diversas irregularidades, como o superfaturamento de 2.595% na compra da plataforma da piscina; de 400% no valor das bolas de tênis; e 118% nas bolas de basquete. Estima-se que o prejuízo gerado aos cofres públicos tenha sido de R$ 800.463,56.

O valor do contrato com o IAV foi de R$ 9.952.055,14, dos quais R$ 3 milhões não tiveram comprovação de gasto. Para a Polícia Civil, a organização da senadora, que prestou serviços ao Centro Olímpico entre 2011 e 2017, também foi favorecida no ato de contratação.

O IAV prestou serviços no Centro Olímpico de Santa Maria de 2011 a 2017. A prestação de contas foi finalizada em 2018.  O prejuízo aos cofres públicos teria sido de R$ 800.463,56. Há a suspeita de que o IAV tenha sido contratado irregularmente para prestação de serviços no Centro Olímpico de Santa Maria.

Confira nota divulgada pela senadora Leila Barros:

“A Senadora Leila Barros acompanha com atenção os desdobramentos da Operação Tie-break e defende que os fatos sejam esclarecidos o mais rapidamente possível. Sua atuação – tanto na vida pública, quanto na vida pessoal ou nos anos que se dedicou ao esporte – sempre foi pautada nos princípios da legalidade, moralidade e da ética.”