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RAY CUNHA raycunha@gmail.com

RAY CUNHA, DE BRASÍLIA – Rodrigo Maia (DEM/RJ), presidente da Câmara dos Deputados desde 2016, impedido pela Constituição de se perpetuar no cargo, bem que tentou mijar sobre a Carta, um quarto mandato, mas até o Supremo Tribunal Federal (STF) achou que era demais. A Constituição veta a reeleição dos presidentes da Câmara e do Senado. Tudo o que Maia conseguiu foi ser execrado pelo povo. Nesta segunda 1, será eleito o novo presidente da casa; Maia está fora.

A disputa se polarizou entre o candidato de Maia, Baleia Rossi (MDB/SP), apoiado por PT, PSL, PSDB, PSB, DEM, PDT, PCdoB, Cidadania, PV e Rede, e o do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), Arthur Lira (PP/AL), líder do Centrão e que tem apoio do PL, PSD, Republicanos, Solidariedade, Pros, PSC, Avante e Patriota.

Só que foi detectada traição generalizada entre os que se dizem pró-Maia, que vem falando tanta besteira contra Bolsonaro que até correligionários seus estão se afastando dele. Pessoalmente, Maia não é nada simpático. Uma espécie de Baby Herman, a imprensa, até a mídia adestrada, vem expondo-o sem maquiagem: ultrajante.

Para se eleger, o candidato precisa de 257 dos 513 votos; se não conseguir, há segundo turno entre os dois mais votados. O vencedor terá mandato de dois anos, em um dos cargos mais cobiçados do país.

No Senado, também nesta segunda 1, a polarização se repete, com Simone Tebet (MDB/MS) reunindo partidos de esquerda e Rodrigo Pacheco (DEM/MG) apoiado por Bolsonaro, conservadores e até esquerdistas desertores.

David Alcolumbre (DEM/AP), ainda presidente do Senado, também tentou se perpetuar no poder, mas foi derrotado no tapete vermelho, igual Maia. A diferença é que Alcolumbre não é raivoso e apoia Rodrigo Pacheco.

Será eleito o candidato que obtiver pelo menos 41 votos (são 81 senadores), em sufrágio a partir das 14 horas de segunda 1.

O início dos trabalhos legislativos do Congresso Nacional foi convocado para quarta-feira 3, com sessão solene marcada para as 16 horas.

Com Arthur Lira na Câmara e Rodrigo Pacheco no Senado o país deverá voltar a funcionar em plena democracia e Jair Bolsonaro, com apoio do Congresso e livre da tentativa diária de golpe contra seu governo, consolidará, mesmo com o vírus chinês, o rumo que o país já tomou: o da prosperidade.