RAY CUNHA raycunha@gmail.com

BRASÍLIA, 26-01-2021 – O presidente Jair Bolsonaro deu início à segunda parte da estratégia do seu mandato. Quando assumiu, acabou com uma prática que perpassou toda a história do Brasil: corrupção, assalto ao erário, nepotismo, fisiologismo e todo tipo de bandalheira, no executivo. Estão desesperados. Tentaram por todos os meios acabar com a carreira dele, mas ele sabia com quem estava lidando e conseguiu chegar vivo até agora.

Mas como não se pode contar com cartas na manga indefinidamente, o jogo que começa neste 2021 é outro. Bolsonaro tem que eleger aliados nas presidências da Câmara e do Senado. Para isso, conta com líderes que representam grupos que não precisam se locupletar com o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), nem empregar a família toda, incluindo o pet: as bancadas do agronegócio, da regulamentação do jogo/cassinos, os evangélicos, os pró-família e contra o aborto, militares etc.

As cartas estão na mesa e o jogo começou. Todos sabem que esse pôquer é de vida ou morte, como em Casino Royale, primeiro livro de Ian Fleming sobre o agente secreto britânico James Bond, 007, publicado em 1953. No cinema, 007 foi encarnado, com charme, por Daniel Craig, dirigido por Martin Campbell. Bond quase perde as pelotas, mas sobreviveu a Le Chiffre, o capo di tutti capi.