jacqueline Galuban Advogada e Servidora Pública

Nos últimos meses devido a pandemia de novo Coronavirus, o mundo praticamente parou, mas no Brasil alguns fatos curiosos chamam atenção e nos fazem questionar se os políticos , além de outras regalias , por acaso não seriam imunes ao famigerado COVID-19.

Os decretos que impõem o abre e fecha dos estabelecimentos comerciais; as propagandas que suplicam para que reuniões em família não acorram, parece não está presente na vida dos nossos escolhidos pelo voto. Para eles existe um eterno “abre alas” porém, diferente do original, de Chiquinha Gonzaga , que pedia passagem, o abre alas político exige passagem e passa. Passa por cima de decreto , da saúde pública, das multas que são impostas para o descumprimento de medidas sanitárias e por aí vai. Vamos conferir ?

No período eleitoral teve o chamado libera geral, o “abre alas que eu vou passar. Os candidatos e apoiadores se aglomeraram, fizeram carreatas, comícios , um verdadeiro vale tudo para conquista de votos do cidadão que deposita suas esperanças de dias melhores nas mãos de seus representantes. Não existia pandemia.

Após as eleições, a pandemia retornou com ordens dos governantes para fechamento de lojas, restrição de horários de funcionamento, suspensão de eventos ao vivo e etc .

No Natal, as famílias ficaram restritas aos moradores de suas casas não podendo convidar os demais parentes para a ceia presencial e algumas famílias optaram por festejar a data de forma virtual. O que acreditamos ser uma decisão sensata, pois somos a favor da vida.

Mas e aí, dia primeiro de janeiro, posse dos eleitos em 2020, haverá nova suspensão da pandemia ?

Em todo Brasil estão sendo preparadas as festas de posse dos prefeitos e vereadores, mas até o momento não se sabe como vão ser os eventos. Mas esperamos que a população não participe, pois o mundo todo se prepara com medidas de proteção para a segunda onda, e apesar dos dirigentes do nosso Brasil caminharem na contramão da ciência, nós não podemos compactuar com isso.

Para terminar, deixamos a pergunta : no dia da posse dos novos representes do povo, os órgãos de fiscalização estarão agindo com o rigor da lei ou com a conveniência?