Na manhã de ontem, a deputada distrital Jaqueline Silva denunciou à Polícia Civil do Distrito Federal uma conversa gravada em que os interlocutores utilizam seu nome sem autorização. Em trecho do diálogo, um ex-dirigente partidário fala sobre a indicação do empresário – responsável pela gravação – para um conselho do governo, onde agiriam em benefício próprio. A distrital, assim que teve acesso aos áudios, prestou queixa na polícia civil e denunciou todos os envolvidos.

O ex-dirigente flagrado na conversa afirmou que não tinha autorização da deputada para falar em seu nome e que a indicação nunca existiu. “Nunca tive tal influência”, revelou, confirmando também que cometeu um erro e que o diálogo ocorreu em março de 2019, o que reforça a tese de que a parlamentar não tinha conhecimento da suposta proposta.

Jaqueline Silva destaca que ninguém tem autorização para falar em seu nome e ressalta que nenhum dos participantes do suposto esquema ocupou cargo em seu gabinete ou foi indicado por ela para qualquer função. “Pedi dedicação e rapidez nas investigações e vou acompanhar tudo até que os responsáveis sejam punidos”, exclamou a deputada.

O atual secretário de cultura, Bartolomeu Rodrigues, defendeu a parlamentar em resposta ao portal Metrópoles. “Isso é ridículo. O que este senhor está fazendo é pura bravata. Qualquer um que conhece a estrutura da secretaria e do FAC sabe que não há o menor cabimento técnico no que ele diz que vai fazer”. Colegas e conhecedores do indivíduo confirmam a fala do secretário quanto a fama do indivíduo de usar oportunidades para criar vantagens.

O caso gera um alerta para aqueles que ocupam cargos de autoridade pública e tem sua imagem usada de maneira criminosa em articulações do submundo da política.