Casos podem estar relacionados a ingestão de pescado

Sesab (Secretaria da Saúde do Estado da Bahia) registrou três novos casos da doença de Haff nesta sexta-feira, 13, totalizando 13 notificações em 2020. Um dos sintomas da doença é o xixi da cor de café

Desde agosto, habitantes dos municípios de Entre Rios, Salvador, Dias D’Ávila e Camaçari foram diagnosticados com a doença.

Em todos os casos, a Secretaria confirmou que houve relatos de ingestão de pescado. Nos três primeiros casos, registrados na cidade de Entre Rios, os pacientes relataram que consumiram um peixe conhecido como “olho-de-boi”, aproximadamente sete horas depois, começaram a apresentar sintomas de fortes dores no corpo, tontura, náuseas e fraqueza.

A doença de Haff é uma síndrome de rabdomiólise (ruptura de células musculares) sem explicação, e se caracteriza por ocorrência súbita de extrema dor e rigidez muscular, dor torácica, falta de ar, dormência e perda de força em todo o corpo, além da urina cor de café, associada a elevação sérica de da enzima CPK, associada a ingestão de pescados.

A doença pode evoluir rapidamente com insuficiência renal e, se não adequadamente tratada, levar ao óbito.

Orientações à população

A Secretaria de Saúde recomenda que, aos primeiros sintomas, o paciente busque uma unidade de saúde imediatamente e identifique outros indivíduos que possam ter consumido do mesmo peixe ou crustáceo para captação de possíveis novos casos da doença.

O órgão orienta ainda os profissionais de saúde a observarem a cor da urina (escura) como sinal de alerta e o desenvolvimento de rabdomiolise, pois neste caso, o paciente deve ser rapidamente hidratado durante 48 a 72 horas.

Também pede para evitar o uso de antiinflamatórios e na ocorrência de casos suspeitos, recomenda-se exame para dosagem de creatinofosfoquinase (CPK), TGO e monitorização da função renal.